quinta-feira, março 26, 2026
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Dono da Ultrafarma e diretor da Fast Shop são detidos em operação do Ministério Público

**Prisão de Empreendedores em Operação Contra Corrupção em São Paulo**

O fundador da Ultrafarma, Sidney Oliveira, foi detido temporariamente nesta terça-feira (12) em uma operação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) que visa desmantelar um esquema de corrupção. Também foram presos Mario Otávio Gomes, diretor da Fast Shop, e os auditores fiscais estaduais Artur Gomes da Silva Neto e Marcelo de Almeida Gouveia.

A ação da promotoria incluiu a realização de 19 mandados de busca e apreensão, além do sequestro de bens dos investigados. As investigações, que duram seis meses, indicam que o esquema de corrupção ocorre desde 2021, mas o MP ainda investiga possíveis práticas anteriores.

Os auditores fiscais recebiam pagamentos de empresários para facilitarem o ressarcimento de créditos de ICMS junto à Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo (Sefaz-SP). Embora todas as empresas varejistas tenham direito ao ressarcimento, o processo é muitas vezes complicado e demorado.

Artur Gomes da Silva Neto foi apontado como o principal responsável pela operação, gerenciando a documentação e aprovações dos pedidos de ressarcimento, o que permitiu a liberação de valores superiores aos devidos e em prazos reduzidos. As fraudes podem ter gerado aproximadamente R$ 1 bilhão em propinas desde 2021.

O MP também investiga a possibilidade de que outras empresas do setor varejista tenham utilizado esse mesmo esquema para obter créditos tributários. As apurações em andamento buscam identificar outros auditores fiscais envolvidos.

A investigação teve início após a observação de um aumento patrimonial significativo na empresa registrada em nome da mãe de um dos auditores. A análise de contas bancárias revelou que a empresa, antes inativa, começou a receber grandes quantias da Fast Shop a partir de 2021, totalizando R$ 1 bilhão em valores brutos.

No decorrer das apurações, evidências adicionais mostraram a participação de um segundo auditor fiscal, anteriormente considerado secundário, que foi vinculado ao esquema por meio de valores significativos em dinheiro e criptomoedas.

Durante a operação, foram apreendidas esmeraldas e cerca de R$ 1 milhão em dinheiro. Além dos detidos, duas contadoras que auxiliaram no esquema também foram presas.

A Sefaz-SP declarou que está colaborando com a investigação e instaurou um procedimento administrativo para averiguar a conduta do auditor fiscal envolvido. Também solicitou ao MP o compartilhamento de informações relacionadas ao caso.

Por sua vez, a Fast Shop informou que ainda não teve acesso ao conteúdo da investigação, mas está colaborando com as autoridades. A Agência Brasil não conseguiu contatar a Eurofarma, que permanece disponível para esclarecimentos.

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