sábado, abril 11, 2026
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Dólar recua para R$ 5,01; bolsa atinge novo recorde com apoio do exterior

O dólar recuou e se aproximou do patamar de R$ 5, enquanto a bolsa brasileira renovou recordes nesta sexta-feira (9), em um dia marcado por maior apetite por risco no mercado internacional. O movimento refletiu também a estabilidade dos preços do petróleo e a divulgação de dados de inflação no país.

Dólar

O dólar comercial caiu R$ 0,052 (-1,02%), encerrando o dia a R$ 5,011, o menor nível desde 9 de abril de 2024. Durante a sessão, a moeda chegou a negociar-se próxima de R$ 5,00.

Na semana, a divisa acumula perda de 2,9%. No ano, a desvalorização frente ao real soma 8,72%. Analistas atribuem a queda ao diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos, ao desempenho das exportações de commodities e ao alívio nas tensões geopolíticas, que reduz a busca por ativos considerados refúgio.

A inflação oficial de março, medida pelo IPCA, ficou em 0,88%, acima do esperado, o que reforçou a expectativa de manutenção de juros elevados no Brasil e aumentou a atratividade do real para investidores estrangeiros.

Bolsa

O Ibovespa subiu 1,12%, fechando em 197.324 pontos, novo recorde histórico. Na máxima do dia, o índice ultrapassou 197,5 mil pontos, aproximando-se da marca simbólica de 200 mil.

Foi a nona sessão consecutiva de alta e o 16º fechamento em patamar recorde. No acumulado da semana, o Ibovespa teve ganho de 4,93%.

O fluxo de capital estrangeiro tem sido o principal motor do movimento. Dados do Banco Central apontam entrada líquida de US$ 29,3 bilhões em investimentos em carteira no acumulado de 12 meses até fevereiro, favorecendo a valorização dos ativos brasileiros e do real.

Petróleo

No mercado internacional, o petróleo operou em leve queda, com investidores acompanhando negociações diplomáticas envolvendo o Oriente Médio. O Brent recuou 0,75%, para US$ 95,20 o barril. O WTI, referência dos EUA, caiu 1,33%, para US$ 96,57 por barril.

Apesar das variações, os preços permanecem relativamente estáveis, diante da atenção do mercado às conversas entre Estados Unidos e Irã e aos possíveis desdobramentos do conflito na região.

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