segunda-feira, março 30, 2026
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Dólar atinge R$ 5,50 devido a tensões entre EUA e China

Em um cenário de instabilidade no mercado financeiro, o dólar atingiu R$ 5,50, superando essa marca pela primeira vez desde agosto. A B3 também registrou perdas, com a bolsa de valores acumulando uma queda de quase 4% em outubro, em meio a tensões comerciais entre Estados Unidos e China e preocupações sobre as contas públicas brasileiras.

Nesta sexta-feira (10), o dólar comercial foi vendido a R$ 5,503, marcando uma alta de R$ 0,128 (2,38%) em relação ao dia anterior. Após abrir em queda a R$ 5,36, a moeda inverteu o movimento logo no início das negociações e atingiu seu pico de R$ 5,51 por volta das 14h. Com os resultados do dia, a moeda norte-americana subiu 3,13% na semana e 3,39% no mês, enquanto sua valorização foi de 10,95% em relação a 2025.

O Índice Ibovespa fechou em queda de 0,73%, atingindo 140.680 pontos, seu menor nível desde 3 de setembro. O indicador acumula uma perda de 2,44% na semana e de 3,8% no mês. A combinação das tensões entre os EUA e a China e as preocupações com o cenário fiscal brasileiro impactaram negativamente o real, que foi a moeda emergente que mais se desvalorizou.

No panorama internacional, o governo dos Estados Unidos intensificou suas medidas comerciais contra a China, após o anúncio de novas tarifas sobre produtos chineses. O presidente Donald Trump revelou que planeja um aumento significativo de tarifas em resposta aos controles de exportação da China sobre terras raras, essenciais para a indústria tecnológica. Trump também fez menção a uma nova tarifa de 100% sobre produtos da China, que deve impactar o mercado financeiro na segunda-feira (13).

Os preços do petróleo caíram mais de 4%, atingindo o menor patamar em cinco meses, com o barril do Tipo Brent sendo negociado a US$ 62,73, uma queda de 3,82%.

As bolsas de valores nos Estados Unidos acompanharam a instabilidade, registrando perdas significativas. O S&P 500 teve uma queda de 2,71%, o Nasdaq de 3,56%, e o Dow Jones perdeu 1,88%. Com o aumento da incerteza, muitos investidores buscaram refugiar seus recursos em ativos considerados mais seguros, como ouro e títulos do Tesouro dos EUA.

No Brasil, a pressão externa se acentuou com novas preocupações a respeito das contas públicas para 2026. A revogação de uma medida provisória que visava aumentar a tributação sobre investimentos resultará em um déficit de R$ 17 bilhões nas contas do governo para o próximo ano, que será eleitoral. O governo se reunirá na próxima semana para discutir estratégias para mitigar os efeitos da revogação da MP.

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