O Ministério Público Federal lançou esta semana o documentário Além do Afundamento – A Memória Persiste, sobre a tragédia socioambiental provocada pela extração de sal‑gema em Maceió.
O filme registra as consequências do afundamento do solo, que forçou cerca de 60 mil pessoas a deixarem suas casas em bairros considerados o coração cultural e histórico da cidade.
Um dos casos retratados é o do grupo cultural Coco de Roda Reviver, que realizava ensaios na Praça Lucena Maranhão, no bairro Bebedouro — o segundo mais antigo de Maceió. Após a realocação dos integrantes, a praça ficou vazia e muitos moradores se mudaram para bairros distantes ou para cidades vizinhas.
A produção tem 22 minutos e mostra a mobilização de moradores e especialistas em defesa dos direitos das populações afetadas. Também apresenta um plano de ações com mais de 40 medidas de compensação e a criação do Inventário Participativo do Patrimônio Imaterial, que mapeou saberes e expressões culturais em mais de 470 locais de memória coletiva.
Moradores das áreas conhecidas como Flexais e Marques de Abrantes promovem, neste sábado (7), uma caminhada pelas comunidades mais afetadas, que perderam milhares de famílias em razão das operações da Braskem.
A empresa informou que todos os moradores, proprietários e comerciantes de 14,5 mil imóveis foram atendidos pelo Programa de Compensação Financeira. Até janeiro deste ano, foram feitas mais de 19 mil propostas, com índice de aceitação superior a 99%.



