quarta-feira, março 25, 2026
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Documentário recupera memória do Cais do Valongo

O Cais do Valongo, na Zona Portuária do Rio de Janeiro, foi o maior porto de entrada de africanos escravizados nas Américas entre 1775 e 1830. O local simboliza um capítulo central e historicamente negligenciado da escravidão no Brasil.

Um documentário intitulado “Representando o Passado Morto-Vivo da Escravidão: Contestação e Coprodução Global, Nacional e Local” aborda a história do cais, o impacto da escravidão e as transformações sociais geradas pela resistência negra. A produção resulta de um projeto coletivo que envolve a Universidade Federal Fluminense (UFF) e institutos nacionais e internacionais, com participação do Instituto dos Pretos Novos.

Com financiamento internacional, o filme propõe analisar as dinâmicas do racismo a partir do estudo da escravidão e do ponto de vista de pessoas negras. A obra se apoia na coleta de testemunhos de indivíduos ligados ao espaço do Valongo para mapear estratégias desenvolvidas por populações negras na busca por reparação e para expor as consequências duradouras da escravidão na sociedade brasileira.

O longa também busca demonstrar a continuidade dos efeitos da escravidão em diversas esferas sociais e apresentar tanto o passado quanto o presente das lutas e resistências negras.

Em nota sobre o contexto atual, o projeto relaciona o tema histórico com dados recentes: no ano passado, o Brasil registrou mais de 4.500 denúncias de trabalhadores em condições análogas à escravidão, número recorde. A estreia do documentário está prevista para 2028.

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