segunda-feira, março 30, 2026
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Dino responde aos EUA e afirma que embaixadas não devem fiscalizar a Justiça

**Ministro do STF Rebate Embaixada dos EUA Sobre Monitoramento Judicial**

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, manifestou, nesta sexta-feira (8), que as embaixadas estrangeiras no Brasil não têm a prerrogativa de supervisionar a atuação dos juízes da Corte. A declaração segue uma nota emitida pela Embaixada dos Estados Unidos na quinta-feira (7), que insinuou ameaças ao ministro Alexandre de Moraes, além de afirmar que “monitora a situação de perto”.

A reação da diplomacia americana ocorreu após a decisão de Moraes em conceder prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro, em resposta a múltiplas infrações de medidas cautelares impostas a ele.

Dino ressaltou que, segundo as normas do direito internacional, as embaixadas não têm autoridade para vigiar juízes ou cidadãos brasileiros. Ele defendeu a soberania nacional e destacou que o respeito, a moderação e o bom senso são essenciais nas relações diplomáticas.

No comunicado emitido pela Embaixada dos EUA, o secretário de diplomacia pública, Darren Beattie, apontou que autoridades do Judiciário estariam sendo alertadas a não apoiar Moraes e que estavam sendo realizados acompanhamentos sobre o assunto. O texto acusou Moraes de praticar censura e perseguição contra Bolsonaro.

Em resposta, o Itamaraty convocou o encarregado de negócios da Embaixada dos EUA, Gabriel Escobar, para esclarecer a posição da representação diplomática quanto à declaração.

A movimentação norte-americana em relação ao Brasil se intensificou com a investigação sobre a atuação do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro em favor de sanções contra o país e oficiais brasileiros. As ações foram motivadas pela tentativa de golpe de Estado em 2022, que culminou nos eventos de 8 de janeiro de 2023.

Os EUA já abriram uma investigação comercial contra o Brasil, além de implementarem tarifas de 50% sobre certas importações brasileiras. Essa medida, uma das mais rígidas da guerra comercial iniciada por Donald Trump, afeta significativamente setores como agronegócio e indústria, visto que os Estados Unidos são o segundo maior parceiro comercial do Brasil.

Além das tarifas, sanções econômicas contra Alexandre de Moraes foram aplicadas, baseadas na Lei Magnitsky, em retaliação à condução dos processos relacionados à tentativa de golpe.

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