segunda-feira, março 30, 2026
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Dez brasileiros são capturados na flotilha de ajuda a Gaza

Pelo menos dez cidadãos brasileiros, juntamente com um argentino residente no Brasil, foram detidos nesta quarta-feira (1) pelas forças israelenses, conforme informações divulgadas pela Global Sumud Flotilla. O grupo faz parte de uma flotilha composta por cerca de 50 embarcações, cujo objetivo é romper o bloqueio a Gaza, levando auxílio humanitário, incluindo alimentos, água potável, medicamentos e brinquedos.

Entre os detidos estavam o ativista Thiago Ávila e a deputada federal Luizianne Lins (PT-CE). A delegação brasileira conta com 17 integrantes, e, no total, mais de 500 pessoas de diversas nacionalidades participaram do protesto, que é caracterizado como uma ação pacífica e não violenta contra a situação em Gaza.

Até as 20h30 de quarta-feira, ao menos 178 membros da flotilha foram capturados. Entre os detidos, destaca-se a ambientalista Greta Thunberg, segundo relato da própria flotilha.

A Anistia Internacional no Brasil declarou que a apreensão das embarcações é ilegal, ressaltando que nenhuma norma do direito internacional autoriza a interceptação de barcos em águas internacionais. A organização enfatizou que a missão da flotilha é pacífica e reivindicou a passagem segura para a entrega de ajuda humanitária em Gaza.

Em São Paulo, ativistas, familiares e amigos dos brasileiros capturados iniciaram uma vigília na casa de shows Al Janiah, criada por refugiados palestinos. Eles pedem apoio do governo brasileiro para garantir a segurança dos detidos e reivindicam o rompimento das relações comerciais com Israel.

A flotilha havia informado anteriormente, por meio de redes sociais, que estava enfrentando ataques das forças israelenses. Uma transmissão ao vivo de um dos barcos mostrou passageiros usando coletes salva-vidas.

O Ministério das Relações Exteriores de Israel anunciou que a Marinha se comunicou com a flotilha, alertando sobre a violação de uma zona de combate ativa e solicitando que mudassem de direção. A flotilha, por sua vez, afirmou que a interceptação ocorreu de forma ilegal em águas internacionais.

Relatos indicam que as comunicações e transmissões foram interrompidas, e a situação dos integrantes permanece incerta. As autoridades da flotilha qualificaram a ação como um ataque ilegal a uma operação humanitária.

O ministério israelense declarou que a abordagem dos barcos ocorreu de maneira segura, com os passageiros sendo transferidos para um porto israelense, conforme reportagens da Reuters. Esta é a mais recente tentativa de romper o bloqueio imposto a Gaza, região que tem enfrentado severa devastação após quase dois anos de conflito. A flotilha almejava alcançar Gaza na manhã desta quinta-feira, caso não tivesse sido interceptada.

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