Em três anos, o governo federal captou R$ 179 bilhões destinados ao financiamento de iniciativas vinculadas à transição ecológica, informou a administração. Os recursos são provenientes do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (Fundo Clima) e do programa Eco Invest Brasil.
O total refere-se a operações contabilizadas desde 2023 e reúne financiamentos aprovados, contratados e desembolsados para ações de redução de emissões, recuperação ambiental e adaptação às mudanças climáticas.
Os dados foram divulgados pelos ministérios do Meio Ambiente e Mudança do Clima e da Fazenda. As pastas e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) devem detalhar os números em data ainda a ser definida.
Fundo Clima e orçamento histórico
No dia 12, o comitê gestor do Fundo Clima aprovou o Plano Anual de Aplicação de Recursos para 2026, com dotação de R$ 27,5 bilhões, o maior valor já registrado pelo programa. O fundo é operado pelo BNDES e coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente.
Desde 2023, o Fundo Clima apresentou crescimento no orçamento e no volume de projetos aprovados, segundo os órgãos responsáveis.
Eco Invest Brasil
O Eco Invest Brasil é conduzido pelos ministérios da Fazenda e do Meio Ambiente e integra o Plano de Transformação Ecológica do país. A iniciativa tem como objetivo atrair capital privado e aporte internacional para projetos de longo prazo.
Entre os instrumentos previstos estão mecanismos para reduzir a exposição à volatilidade cambial, com o objetivo de minimizar riscos para investidores estrangeiros.
Impacto financeiro e desembolsos
Ao final do ano passado, a Fazenda registrou R$ 75 bilhões mobilizados pelo programa, dos quais R$ 46 bilhões captados no exterior. O volume efetivamente liberado em financiamentos somava R$ 14 bilhões até o fim de 2025.
Áreas beneficiadas
Os recursos do Fundo Clima e do Eco Invest Brasil são aplicados em projetos de indústria verde, recuperação de biomas, obras de infraestrutura para adaptação climática e inovação tecnológica voltada à transição ecológica.
O governo aponta a ampliação da participação do setor privado como estratégia para acelerar investimentos em sustentabilidade e na descarbonização da economia brasileira.



