domingo, março 29, 2026
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Desafios enfrentados por mulheres líderes na conquista da equidade profissional

Nesta terça-feira (2), em Brasília, um grupo de mulheres em posições de liderança de diversas empresas do Brasil discutiu a relevância do enfrentamento das desigualdades de gênero e raça no ambiente profissional. As participantes ressaltaram que a promoção da equidade pode trazer benefícios econômicos e sociais significativos.

Um exemplo é a vice-presidente de Marketing e Comunicação de uma montadora multinacional, que lidera uma equipe majoritariamente feminina e diversificada. Ela enfatizou que sua trajetória profissional não foi sempre marcada por conquistas e refletiu sobre como a superação de pressões para se conformar a padrões masculinos foi crucial para seu desenvolvimento.

Outra executiva, que ocupa a diretoria de negócios em uma agência governamental, compartilhou que a experiência adquirida ao equilibrar carreira e maternidade contribuiu para seu crescimento como líder. A habilidade de delegar, priorizar e confiar nas pessoas foram aprendizados fundamentais nesse processo.

Ambas as líderes fazem parte de empresas que aderiram à 7ª edição do Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça, uma iniciativa do Ministério das Mulheres que visa promover melhores práticas em gestão de pessoas e combater a discriminação. A certificação com o Selo Pró-Equidade demonstra o compromisso das organizações com a igualdade de gênero no ambiente de trabalho.

O seminário em que as líderes participaram tinha como objetivo apoiar a continuidade das ações nas empresas e discutir novos desafios, especialmente à luz do 4º Relatório de Transparência Salarial do Ministério do Trabalho e Emprego, que revelou uma disparidade salarial ainda significativa: as mulheres ganham, em média, 21,2% menos que os homens.

Atualmente, 88 empresas em todas as regiões do Brasil se uniram ao Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça. Desde sua criação, em sete edições, 246 organizações manifestaram interesse, sendo que nove continuam desde a primeira fase.

Entre elas, a Caixa Econômica Federal, que tem em sua equipe uma gerente executiva de diversidade e inclusão, destacou a importância das iniciativas para transformar ambientes corporativos e abrir mais oportunidades.

Uma diretora de administração de uma empresa de pesquisa destacou que os resultados vão além da empresa, contribuindo para mudanças sociais. Para ela, é fundamental que mulheres em posições de liderança também rompam barreiras e criem oportunidades para outras.

A discussão ressalta a necessidade de um comprometimento ativo na busca por um ambiente de trabalho mais justo e inclusivo.

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