quarta-feira, abril 1, 2026
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Déficit Primário do Governo Central atinge R$ 14,5 bilhões em setembro

O déficit primário do Governo Central registrou um aumento em setembro de 2025, alcançando R$ 14,5 bilhões. Em comparação, o déficit no mesmo mês de 2024 foi de R$ 5,2 bilhões, representando um crescimento real de 166,6%, considerando a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). As informações foram divulgadas pelo Tesouro Nacional nesta quinta-feira (30).

Em relação a agosto de 2024, o aumento do déficit deve-se a um crescimento de 0,6% na receita líquida, que totalizou R$ 1,1 bilhão, em contraste com uma elevação de 5,7% nas despesas totais, que somaram R$ 10,2 bilhões. Esse resultado negativo superou as expectativas do mercado financeiro, que previa um déficit de apenas R$ 6 bilhões, conforme a pesquisa Prisma Fiscal do Ministério da Fazenda.

No acumulado de 2025, o Governo Central já apresenta um déficit primário de R$ 100,4 bilhões, o que representa uma redução de 9,1% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o déficit foi de R$ 103,6 bilhões. O desempenho deste ano é resultado de um superávit de R$ 185,9 bilhões do Tesouro Nacional e do Banco Central, contrastando com um déficit de R$ 286,3 bilhões na área da Previdência Social.

O resultado primário é a diferença entre as receitas e despesas, excluindo os pagamentos de juros da dívida pública. A meta para este ano, conforme a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e o novo arcabouço fiscal, é de um déficit primário zero, com uma margem de tolerância de 0,25 ponto percentual do PIB.

Em setembro, as receitas líquidas apresentaram um aumento nominal de 5,8%, com crescimento real de 0,6% ao considerar a inflação. Esse aumento foi impulsionado principalmente pela arrecadação líquida destinada à Previdência Social, que subiu 11,9% em termos reais.

As despesas, por sua vez, cresceram 11,2% em valores nominais. Considerando a inflação, o aumento foi de 5,7%. A maior parte desse crescimento se concentrou nas despesas discricionárias, que dispararam 100,9% em relação ao período anterior, destacando-se os gastos com saúde e outras despesas.

Além disso, o comparativo com o ano anterior foi impactado pela antecipação do pagamento de precatórios federais equivocados em setembro de 2024, que geraram um efeito na redução das despesas previdenciárias e de encargos sociais no comparativo interanual.

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