domingo, março 29, 2026
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Cultivo de pitaya se destaca como alternativa de renda no Assentamento Itamarati, segundo Agraer

**Cultivo de Pitaya Ganha Destaque como Fonte de Renda no Assentamento Itamarati**

O assentamento Itamarati, localizado em Ponta Porã, sediou recentemente um Dia de Campo focado no cultivo da pitaya, também conhecida como fruta do dragão. Organizado pelo engenheiro agrônomo da Agraer, o evento reuniu agricultores familiares e estudantes da Escola Estadual José Edson.

A atividade foi realizada no terreno do agricultor Sílvio Ortiz e de sua esposa, Maria Aparecida Ortiz. A família já está desenvolvendo um projeto de pitaya em uma área de um hectare, plantando 500 mudas suportadas por 250 tutores. Esses tutores servem como estruturas de apoio, essenciais para o crescimento saudável da planta, que é um tipo de cactácea trepadeira.

Neste contexto, a pitaya tem se afirmado como uma chave para diversificação e aumento de renda entre agricultores. Enquanto alguns já trabalham em escala comercial, outros ainda estão no início da produção. Um dos produtores, que cultiva a fruta há três anos, destacou que a pitaya transformou sua perspectiva sobre a agricultura familiar. Ele atualmente conta com 400 plantas e já consegue lucrar consideravelmente. O preço de venda da pitaya, no comércio local e na cidade de Ponta Porã, varia de R$ 13,00 a R$ 18,00 por quilo.

A pesquisa agronômica também tem avançado nesse setor. A Embrapa, por exemplo, estuda a pitaya há duas décadas e já desenvolveu variedades autopolinizantes, adaptadas ao gosto dos brasileiros, como as BRS Lua do Cerrado, BRS Luz do Cerrado, BRS Granada do Cerrado e BRS Âmbar do Cerrado.

Durante o evento, o técnico Edson Mondadori apresentou as melhores práticas para um cultivo bem-sucedido, enfatizando a importância de cuidados específicos e a escolha adequada do local e das técnicas de manejo. O encontro contou com a participação de 15 agricultores e cerca de 30 estudantes do ensino médio, que estão envolvidos com a disciplina de Agricultura Familiar.

O engajamento da juventude é considerado crucial para o futuro da agricultura, pois traz uma nova perspectiva e inovações ao campo. A troca de conhecimentos e experiências entre técnicos, produtores e alunos é vista como uma forma de fortalecer a comunidade e explorar novas oportunidades de produção.

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