sexta-feira, março 27, 2026
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Crise de Atendimento em Dourados Devido à Falta de Insumos no Hospital da Vida

**Hospital da Vida passa por crises de desabastecimento, afetando atendimento em Dourados**

O Hospital da Vida, uma das principais unidades de urgência e emergência de Dourados e referência para várias cidades da região, enfrenta uma grave crise de desabastecimento. Desde a última semana, a unidade está sem materiais essenciais, prejudicando a qualidade e a agilidade do atendimento aos pacientes.

Entre os itens em falta estão gessos nos tamanhos 15cm e 20cm, que são essenciais para imobilizações em casos de fraturas mais graves. Atualmente, apenas o gesso de 10cm está disponível, o que não é suficiente para atender todos os pacientes. Além disso, há relatos de escassez de perfuradores para cirurgias, gases medicinais, lençóis, seringas de 10ml e 20ml, e outros insumos importantes para o funcionamento de unidades de terapia intensiva (UTIs).

Diante dessa situação, a deputada estadual Lia Nogueira (PSDB) apresentou um requerimento solicitando explicações à Fundação de Serviços de Saúde de Dourados (FUNSAUD), que é responsável pela gestão do Hospital da Vida, e também à Prefeitura de Dourados.

A deputada enfatizou a necessidade de esclarecer os motivos da falta de insumos, informar sobre a previsão de reposição dos estoques e implantar medidas para evitar a repetição de problemas semelhantes.

**Perda de recursos compromete atendimento**

A crise de abastecimento é intensificada pela perda de recursos. A FUNSAUD deixou de receber R$150 mil em emendas parlamentares referentes a 2024, que foram destinadas pelo mesmo legislador. Esse montante seria utilizado para o Hospital da Vida e a UPA, mas não pôde ser repassado devido a pendências fiscais e cadastrais da Fundação, o que prejudica ainda mais a capacidade de atendimento à população.

Embora a deputada tenha buscado ajudar, a falta de um aporte financeiro significativo está afetando a instituição, que poderia utilizar os recursos para sanar outras despesas e evitar a atual situação de desabastecimento.

Lia Nogueira ressaltou que a população não deve arcar com as consequências da falta de gestão e da escassez de materiais em uma unidade tão crucial para a região. Enquanto não houver uma resposta oficial, pacientes e equipes de saúde continuam enfrentando os impactos diretos da ausência de insumos, o que compromete a recuperação e o bem-estar da comunidade.

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