segunda-feira, março 30, 2026
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Cresce o número de usinas de energia solar na região da Caatinga

A Caatinga, bioma exclusivo do Brasil, se destaca como um elemento crucial para a transição energética do país, conforme apontado em um estudo divulgado nesta quinta-feira (18) pelo Mapbiomas. Esta iniciativa, que envolve universidades, ONGs e empresas de tecnologia, monitora as mudanças no uso da terra em todo o Brasil.

Atualmente, a Caatinga abriga quase 66% das usinas fotovoltaicas brasileiras. No ano passado, mais de 21 mil hectares desse bioma estavam ocupados por instalações solares. A expansão das usinas, que se concentra principalmente no Estado de Minas Gerais, está começando a se deslocar em direção à Região Nordeste, onde o potencial de energia solar é considerável.

Contudo, a rápida proliferação dessas usinas suscita preocupações. Nos últimos quatro décadas, a Caatinga perdeu 14% de sua cobertura original, sendo a agropecuária a principal responsável, ocupando mais de um terço do bioma. Experientes pesquisadores indicam a necessidade de restaurar as áreas degradadas e aumentar a preservação das zonas naturais.

Os dados do Mapbiomas podem oferecer suporte fundamental para a instalação das usinas fotovoltaicas, priorizando terras já degradadas e protegendo os espaços naturais, especialmente nas proximidades de unidades de conservação, que representam 10% da Caatinga. Essa abordagem visa equilibrar o desenvolvimento econômico com a sustentabilidade ambiental.

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