Após a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) que permitiu que Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e Maurício Camisotti, não comparecessem à Comissão Mista Parlamentar de Inquérito (CPMI) do INSS, o presidente do colegiado, senador Carlos Viana, do Podemos-MG, anunciou que tomará medidas legais para garantir a presença dos investigados.
Em declaração, Viana enfatizou a importância da participação de Antunes e Camisotti nas investigações sobre fraudes relacionadas a descontos em consignações de aposentados e pensionistas. Segundo ele, a presença dos envolvidos é necessária para esclarecer rapidamente os eventos investigados.
O senador comentou sobre a decisão do ministro André Mendonça, afirmando que, embora respeite a autoridade judicial, considera a liberação injustificável, visto que ambos estão detidos e possuem informações relevantes para a comissão. Na última sexta-feira, a Polícia Federal cumpriu mandados de prisão preventiva contra os dois, no âmbito da Operação Cambota, que visa investigar a cobrança ilegal de mensalidades associativas descontadas de forma não autorizada dos benefícios previdenciários de milhões de aposentados e pensionistas.
Viana ressaltou que a CPMI desempenha um papel de investigação distinto do da Polícia Federal e do STF. Ele expressou a expectativa de que a decisão do ministro seja revista para permitir que Antunes e Camisotti compareçam à CPMI já nas próximas sessões.



