domingo, março 29, 2026
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Copom sinaliza Selic em 15% por tempo prolongado

O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a taxa Selic em 15%, em resposta às incertezas no cenário econômico global e à moderação observada no crescimento da economia interna. A divulgação dessa decisão ocorreu na ata da reunião realizada nos dias 16 e 17 de setembro.

Após uma série de aumentos na taxa de juros, o Comitê optou por pausar essa trajetória para analisar os efeitos acumulados das medidas já implementadas. A intenção é manter as taxas em seu nível atual por um período extenso, visando garantir a convergência da inflação à meta estabelecida.

Na avaliação do Copom, o atual contexto de incertezas demanda uma abordagem cautelosa em relação à política monetária. O documento ressalta que futuras ações poderão ser ajustadas caso necessário, incluindo a possibilidade de retomar o ciclo de aumento de juros.

Quanto ao cenário externo, o Comitê identificou que a economia dos Estados Unidos e as tarifas impostas pelo país têm causado um impacto significativo nas condições econômicas globais, superando questões estruturais que tradicionalmente influenciam a formação de preços.

Internamente, a análise aponta para uma moderação do crescimento da atividade econômica, com estímulos fiscais e de crédito ainda não demonstrando efeitos significativos. Dados de consumo e pesquisas setoriais indicam uma continuidade dessa desaceleração.

Em relação à inflação, os indicadores apontam para expectativas acima da meta em todos os horizontes, criando um cenário inflacionário desafiador. O Copom, por isso, decidiu que a Selic continua em 15%, buscando avaliar se a manutenção nesse nível por um período prolongado contribuirá para alcançar a meta de inflação.

A Selic é um instrumento chave do Banco Central para controlar a inflação. O aumento da taxa busca conter a demanda aquecida, enquanto a sua redução tende a baratear o crédito, estimulando produção e consumo.

Para 2025, a expectativa é que a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) finalize em 4,8%, acima do limite aceitável, uma vez que a meta fixada pelo Conselho Monetário Nacional é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. As projeções para 2026 e o primeiro trimestre de 2027 indicam um IPCA em 3,6% e 3,4%, respectivamente, aproximando-se do centro da meta estabelecida.

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