sábado, março 28, 2026
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COP30: Brasil institui fundo para apoiar a transição energética, anuncia Lula

O Brasil anunciou a criação de um fundo para financiar a transição energética em países em desenvolvimento, utilizando recursos provenientes da exploração de petróleo. A declaração foi feita pelo presidente Lula durante a abertura da segunda sessão temática da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), em Belém.

Lula destacou que a transição energética requer acesso a financiamento e tecnologia para os países do Sul Global. O novo fundo tem como objetivo apoiar ações para enfrentar a mudança climática e promover a justiça climática, apontando a necessidade de um plano claro para reduzir a dependência de combustíveis fósseis.

O presidente também mencionou os impactos negativos da queima de petróleo, que é uma das principais fontes de poluição do mundo. Ele alertou que o modelo de desenvolvimento baseado em combustíveis fósseis é insustentável, com 75% das emissões de gases de efeito estufa originadas da produção e consumo de energia.

Durante o encontro, Lula sugeriu a possibilidade de troca de dívida por investimentos em iniciativas sustentáveis, enfatizando a importância de combater a pobreza energética, que afeta bilhões de pessoas sem acesso a fontes adequadas de energia.

Além disso, o presidente abordou os conflitos globais, como a guerra na Ucrânia, que reverteram avanços na redução das emissões de gases de efeito estufa e resultaram na reabertura de minas de carvão. Ele destacou a urgência de priorizar a ação climática em relação aos investimentos bélicos.

Lula defendeu a discussão sobre minerais críticos, como lítio e cobalto, essenciais para a fabricação de baterias. Ele ressaltou a necessidade de diversificar as fontes energéticas e acelerar a adoção de combustíveis sustentáveis.

Para avançar nesse sentido, o presidente propôs que os países assumam compromissos, como a implementação do Acordo de Dubai, que visa triplicar a energia renovável e dobrar a eficiência energética até 2030. Também sugeriu a inclusão de metas para erradicação da pobreza energética e o fortalecimento do uso de combustíveis sustentáveis até 2035.

Lula finalizou mencionando o Acordo de Paris, destacando que, desde a sua assinatura, a participação dos combustíveis fósseis na matriz energética global apresentou uma queda modesta, passando de 83% para 80%.

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