quinta-feira, março 26, 2026
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Comércio registra queda de 0,1% nas vendas em junho, marcando o terceiro mês consecutivo de diminuição

As vendas no comércio brasileiro apresentaram uma queda de 0,1% entre maio e junho, conforme mostrou a Pesquisa Mensal de Comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgada nesta quarta-feira (13). Este é o terceiro mês consecutivo de retração, sendo que em maio e abril as quedas foram de 0,4% e 0,3%, respectivamente. Em comparação a março deste ano — que registrou o pico histórico da série começada em 2000 —, o setor acumula um recuo de 0,8%.

No acumulado do primeiro semestre de 2023, as vendas no comércio têm um crescimento de 1,8%. Já em um período de 12 meses, a alta é de 2,7%, e ao se observar junho de 2024, há um avanço de 0,3%.

O gerente Cristiano dos Santos observa que os últimos três meses refletem uma estabilidade, embora marcada por uma tendência de queda. Ele atribui essa desaceleração à redução do crédito, influenciada pela alta taxa de juros, além do impacto da inflação. A inflação oficial no primeiro semestre ficou acima da meta de 3% ao ano definida pelo governo, levando o Banco Central a adotar medidas para esfriar a economia, como o aumento das taxas de juros.

Embora os números sejam desanimadores, alguns indicadores apresentam resultados positivos. A taxa de desemprego no Brasil atingiu 5,8% em junho, a menor desde o início da série histórica do IBGE em 2012, mostrando um recorde nos rendimentos dos trabalhadores.

Dos oito segmentos analisados pelo IBGE, cinco apresentaram redução nas vendas de maio para junho:

– Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação: -2,7%
– Livros, jornais, revistas e papelaria: -1,5%
– Móveis e eletrodomésticos: -1,2%
– Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria: -0,9%
– Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: -0,5%

Os setores que demonstraram crescimento foram:

– Outros artigos de uso pessoal e doméstico: 1%
– Tecidos, vestuário e calçados: 0,5%
– Combustíveis e lubrificantes: 0,3%

A pesquisa do IBGE abrange empresas formalizadas com 20 ou mais funcionários. No comércio varejista ampliado, que inclui atividades de atacado, houve uma queda de 2,5% de maio para junho, com um crescimento de 2% no acumulado dos últimos 12 meses.

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