Um estudo recente sobre o futuro da indústria nacional identificou 16 profissões que devem se destacar nos próximos dez anos. O levantamento, realizado pelo Observatório Nacional da Indústria, vinculado à Confederação Nacional da Indústria (CNI), traça um panorama até 2035, incluindo tecnologias que se tornarão comuns no setor industrial nesse período.
O estudo indica que funções operacionais e repetitivas tendem a ser substituídas por ocupações mais analíticas, criativas e interdisciplinares. Isso implica que os trabalhadores precisarão continuamente se adaptar, aprimorando habilidades como fluência digital, análise de dados e solução de problemas complexos.
As profissões foram categorizadas em dois níveis: técnico e superior. Entre as ocupações para profissionais de nível técnico, destacam-se:
– Técnico em microrredes e energias renováveis
– Técnico em cibersegurança industrial
– Técnico em manufatura aditiva (impressão 3D)
– Técnico em manutenção preditiva
– Técnico em internet industrial das coisas (IIoT)
– Técnico em operação de robôs e drones autônomos
– Técnico em realidade aumentada/virtual (RA/RV)
– Técnico em sensoriamento remoto e geotecnologias
No nível superior, as profissões incluem:
– Gerente de inovação aberta e colaborativa
– Gestor de sustentabilidade e economia circular
– Especialista em gêmeos digitais e modelagem virtual
– Especialista em governança algorítmica e ética digital
– Cientista de dados industrial
– Engenheiro de machine learning e inteligência artificial industrial
– Engenheiro de edge computing
– Arquiteto de soluções blockchain para cadeia de suprimentos
De acordo com as projeções, em uma década, estima-se que cerca de 60% das indústrias precisarão de técnicos em cibersegurança industrial e 50% demandarão profissionais em microrredes.
Além disso, o estudo destaca várias tecnologias emergentes que devem se consolidar nas indústrias, como inteligência artificial, internet industrial das coisas, gêmeos digitais, blockchain e manufatura aditiva. Essas inovações desempenharão um papel fundamental na transformação dos processos produtivos e nas modelos de negócio.
Os pesquisadores afirmam que a adoção dessas novas tecnologias requer um conjunto atualizado de habilidades, permitindo que os trabalhadores operem sistemas complexos e interajam eficazmente com máquinas inteligentes.



