domingo, março 29, 2026
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Citricultura do MS se firma como nova fronteira agrícola com apoio estatal e ambiente favorável

Mato Grosso do Sul se consolida como nova fronteira agrícola da citricultura no Brasil, segundo dados e iniciativas apresentadas durante o 1º MS Citrus Summit, realizado em Três Lagoas nesta quinta-feira (11). O evento reuniu produtores, técnicos e especialistas do setor para discutir estratégias de expansão e de defesa sanitária.

O estado já contabiliza mais de 15 mil hectares em produção e cerca de 7 milhões de mudas plantadas. Há projetos que preveem a implantação de mais de 40 mil hectares nos próximos anos, o que reforça a aposta na citricultura como alternativa para diversificação econômica e atração de investimentos.

O governo estadual tem apoiado o desenvolvimento do setor com investimentos em logística, infraestrutura e ações de fiscalização. A organização do encontro ficou a cargo da Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), com a meta de ampliar o debate e construir estratégias para o desenvolvimento sustentável da cadeia produtiva.

A programação do summit, iniciada em 10 de dezembro e estendida até o final desta quinta-feira, incluiu capacitação técnica, troca de experiências e atualizações sobre fiscalização e defesa sanitária. Entre os focos está a prevenção de pragas e da doença do greening, responsável por prejuízos em pomares no Brasil e no exterior.

Grandes grupos do setor já investem no estado. O grupo Cutrale, por exemplo, implantou pomares em Sidrolândia com previsão de produção que pode chegar a até 8 milhões de caixas por safra quando os plantios estiverem em plena produtividade. Outros investidores atuantes no Mato Grosso do Sul incluem Cambuy, Frucamp, Agro Terena, Citrosuco, Grupo Junqueira Rodas e diversos produtores independentes.

Fatores apontados como atrativos para os investimentos incluem disponibilidade de terras, clima favorável, logística estratégica, ambiente regulatório estável e políticas públicas de tolerância zero a doenças que ameaçam a cadeia citrícola.

Os projetos estão distribuídos por municípios como Sidrolândia, Campo Grande, Terenos, Ribas do Rio Pardo, Dois Irmãos do Buriti, Aparecida do Taboado, Cassilândia, Três Lagoas, Bataguassu e Paranaíba, entre outros. A expectativa do setor é que a expansão resulte em maior geração de emprego e renda no estado.

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