quinta-feira, março 26, 2026
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China autoriza exportação de café por 183 novas empresas brasileiras

A China autorizou a exportação de café por 183 novas empresas brasileiras do setor. A informação foi divulgada pela Embaixada da China no Brasil nas redes sociais. Essa nova medida terá vigência de cinco anos e começou a valer em 30 de julho, coincidentemente no mesmo dia em que os Estados Unidos formalizaram a elevação de tarifas sobre produtos brasileiros.

Recentemente, foram apresentados dados que evidenciam o crescimento do mercado de café na China. Entre 2020 e 2024, as importações líquidas de café no país aumentaram em 13,08 mil toneladas. O consumo per capita ainda é considerado baixo, com 16 xícaras por ano, em comparação à média global de 240, indicando um grande potencial de crescimento.

Não houve manifestações por parte do Ministério da Agricultura ou do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) até o momento.

Este anúncio surge em um contexto desafiador para os exportadores brasileiros. A partir de 6 de agosto, os Estados Unidos implementarão uma taxa de 50% sobre a exportação de café brasileiro, colocando pressão sobre o setor que é fortemente dependente do mercado americano. Em 2024, os EUA foram responsáveis por cerca de 23% das exportações de café do Brasil, principalmente da variedade arábica.

Nos primeiros seis meses de 2025, o Brasil exportou aproximadamente 3,3 milhões de sacas de 60 quilos de café para os Estados Unidos, enquanto a China, em décimo lugar no ranking de compradores, recebeu 529.709 sacas, um volume que representa 6,2 vezes menos do que o exportado para o país norte-americano, conforme dados do Cecafé.

De acordo com especialistas do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da USP, os produtores brasileiros poderão precisar ajustar suas estratégias, redirecionando parte da produção para outros mercados, o que exigirá maior agilidade logística e planejamento comercial.

Sobre a nova tarifa imposta pelos EUA, a ordem executiva assinada por Donald Trump, inclui cerca de 700 exceções para diversos produtos, como sucos, combustíveis e fertilizantes. Contudo, o café não foi incluído entre essas isenções, o que levou o Cecafé a se mobilizar para incluir o produto na lista de exceções.

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