sábado, março 28, 2026
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Castro e Moraes se encontram no Centro de Comando para discutir operações

**Governador do Rio se Encontra com Ministro do STF Após Operação Letal**

Na última segunda-feira (3), o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, se reuniu com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), localizado na Cidade Nova. O encontro teve como foco a análise dos resultados da Operação Contenção, que ocorreu na semana anterior nos complexos da Penha e do Alemão, resultando em 121 mortes, incluindo quatro policiais.

A operação, considerada a mais letal da história do estado, visou conter o avanço da facção Comando Vermelho. Durante a reunião, Castro apresentou dados sobre o planejamento e a execução da operação. Moraes, que é o relator da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635, também esteve interessado em obter informações sobre as medidas adotadas, uma vez que a ADPF busca reduzir a letalidade policial no Rio de Janeiro, estabelecendo diretrizes como o uso proporcional da força e a instalação de câmeras em viaturas.

O CICC, onde Moraes também visitou a Sala de Inteligência e Controle, desempenha um papel crucial na integração das forças de segurança do estado. O local abriga tecnologias de reconhecimento facial e monitoramento em tempo real, permitindo um acompanhamento detalhado das operações policiais em todo o Rio de Janeiro.

Após a reunião, enquanto Moraes optou por não realizar declarações à imprensa, Castro comentou que discutiram o projeto de retomada de territórios invadidos por organizações criminosas, em fase de organização pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

A Operação Contenção, coordenada pelas polícias Civil e Militar, resultou na prisão de 113 indivíduos, sendo 33 de outros estados, além da apreensão de 118 armas e uma tonelada de drogas. O objetivo principal era cumprir 180 mandados de busca e apreensão e 100 ordens de prisão, das quais 30 foram emitidas pela Justiça do Pará.

Com um contingente de 2,5 mil policiais, a ação gerou grande repercussão na cidade, sendo marcada por intensos confrontos e pânico entre a população. Conforme relatos de moradores, familiares das vítimas e organizações de direitos humanos, a operação foi caracterizada como uma “chacina”, gerando críticas em relação à sua abordagem e ao número de vítimas.

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