sábado, março 28, 2026
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Camilo apoia a regulamentação digital para salvaguardar jovens e crianças

**Ministro da Educação Defende Regulamentação das Redes Sociais no Brasil**

O ministro da Educação, Camilo Santana, reiterou a importância de o Congresso Nacional regulamentar o funcionamento das redes sociais no Brasil, especialmente no que diz respeito ao uso por crianças e adolescentes. Ele ressaltou a necessidade de uma regulamentação eficaz que responsabilize as plataformas digitais por conteúdos prejudiciais, como a pedofilia e a realização de apologia à violência e ao crime.

Santana enfatizou que o debate sobre a regulação das redes sociais é essencial e deve ser priorizado pelos parlamentares, uma vez que a segurança dos jovens na internet é uma questão delicada que requer atenção imediata.

Durante uma entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro”, o ministro comentou sobre um vídeo de um youtuber que critica a ‘adultização’ de crianças e adolescentes e denuncia influenciadores que expõem menores de forma sexualizada na internet.

A regulação das plataformas digitais tem gerado preocupações sobre possíveis restrições à liberdade de expressão. No entanto, o ministro defendeu que as leis que regulamentam o comportamento no mundo real também devem ser aplicadas no ambiente digital, onde diversas práticas já configuram crimes, conforme a legislação atual.

Além da necessidade de regulação, Santana destacou o papel dos pais na supervisão do acesso de crianças e adolescentes às redes sociais. Ele sugeriu que os responsáveis monitorem o uso da tecnologia pelos filhos, especialmente no que diz respeito ao acesso a determinadas ferramentas digitais.

O ministro observou que a idade recomendada para a criação de contas em redes sociais é a partir dos 13 anos, com estudos sugerindo que o ideal seria pelo menos aos 16 anos. Ele também alertou sobre os riscos do uso excessivo de telas e pediu aos pais que limitem o tempo que seus filhos passam em dispositivos eletrônicos.

Na mesma entrevista, Santana anunciou a aprovação da restrição de uso de celulares em todas as escolas brasileiras, que deverá entrar em vigor no ano letivo de 2025. A decisão se baseia na preocupação com os efeitos negativos que o uso excessivo de tecnologia pode ter na saúde mental dos estudantes, como transtornos de atenção e ansiedade.

A medida não é uma proibição completa; smartphones e tablets poderão ser utilizados em sala de aula apenas para fins pedagógicos e com a supervisão de professores.

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