A Câmara Municipal de Dourados recebeu, nesta segunda-feira (5), o assessor institucional da Energisa, Giovani Moura, empresa responsável pela distribuição de energia elétrica em Mato Grosso do Sul. Durante a reunião, os vereadores apresentaram reclamações da população e solicitaram ações concretas para melhorar os serviços, especialmente nas áreas rurais.
O assessor veio à Casa de Leis para se apresentar aos novos parlamentares, escutar as preocupações da comunidade e explicar as iniciativas da empresa para reduzir a ocorrência de interrupções no fornecimento de energia. De acordo com informações apresentadas, a rede elétrica em Dourados e no estado enfrenta desafios estruturais e ambientais que complicam o serviço.
Entre as questões destacadas estão as condições climáticas do estado, que incluem ventos fortes e frequentes descargas elétricas, além do crescimento desordenado da vegetação urbana. Um dado importante mencionado é que aproximadamente 80% das árvores de Dourados foram plantadas sob as linhas de transmissão, aumentando o risco de quedas de galhos durante tempestades. A sipipiruna, uma árvore comum na cidade, foi citada como um exemplo de risco, devido às suas raízes frágeis e ao crescimento desproporcional.
Foi também relatada a existência de mil árvores, muitas em estado de deterioração, que oferecem risco de queda próximo às fiações elétricas. A Energisa planeja colaborar com a prefeitura para a substituição dessas árvores. Além disso, a concessionária declarou que enfrenta dificuldades com redes clandestinas, a sobrecarga de fiações de internet e a manutenção regular de podas, sem prejudicar a arborização urbana.
A presidente da Câmara, vereadora Liandra Brambilla, ressaltou a necessidade do diálogo com a Energisa e enfatizou a urgência por soluções. Ela destacou que as interrupções no fornecimento de energia têm impactos significativos, afetando comércios e a conservação de alimentos e medicamentos. A presidente afirmou que a Câmara continuará monitorando a atuação da empresa e pediu uma comunicação mais eficaz entre a Energisa e as comunidades, especialmente aquelas mais impactadas. Liandra finalizou enfatizando que, apesar dos desafios, a normalização dos problemas não pode ser aceita, e a população demanda respostas e respeito.



