sábado, março 28, 2026
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Câmara de Dourados realiza auditoria e avalia transferência para edifício público

Após a identificação de indícios de irregularidades e atrasos nas obras de reforma e ampliação da sede da Câmara Municipal de Dourados, a instituição suspendeu os trabalhos e iniciou uma auditoria. O objetivo é encontrar um novo local para as atividades legislativas, dado que a Câmara está situada em um shopping desde o início das obras, no primeiro semestre deste ano.

A auditoria, conduzida pela empresa Maciel Assessores S/S, foi iniciada há cerca de 20 dias e visa emitir um parecer técnico sobre as contratações. A conclusão dos levantamentos e análises é esperada para as próximas semanas. Desde que assumiu a presidência em janeiro, a vereadora Liandra Brambilla implantou uma supervisão rigorosa sobre a execução do projeto, colaborando com o Ministério Público para coletar e disponibilizar dados relevantes.

O contrato de reforma, firmado com a Concresul Engenharia e Construções Ltda, apresentava uma previsão de execução que não se concretizou. A última atualização da execução física, realizada em 22 de abril de 2025, revelou que apenas 23,42% da obra estava concluída, muito abaixo do percentual esperado. A suspensão das obras ocorreu em razão dos atrasos que já eram significativos antes da interrupção, e a presidente vê a mudança de sede como uma opção necessária para evitar despesas desnecessárias com aluguel.

Após a interrupção, a Câmara iniciou um processo para possíveis aditivos de prazo, mas a empresa não atendeu às notificações solicitando um novo cronograma e as certidões necessárias. A Procuradoria da Câmara reiterou a falta de justificativas válidas para a continuidade do contrato, o que embasou a possibilidade de rescisão unilateral.

A Câmara notificou formalmente a empresa, que terá até 18 de agosto para apresentar um recurso. Após esse prazo, a presidência avaliará as respostas e tomará uma decisão final. Enquanto isso, a presidente busca alternativas para transferir a sede temporariamente para um prédio público, visando à redução de custos e à maior proximidade com a população.

Liandra afirmou que a situação atual é insustentável e destacou a importância de maximizar os recursos públicos. A mudança, além de ser econômica, também proporcionará maior acessibilidade para os cidadãos em relação aos seus representantes.

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