sábado, março 28, 2026
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Brasília inaugura biofábrica de mosquitos para combate à dengue com nova tecnologia

Mosquitos carregando a bactéria Wolbachia foram liberados nesta terça-feira (9) no Distrito Federal e nas cidades goianas de Valparaíso de Goiás e Luziânia, como parte de uma estratégia para combater dengue, zika e chikungunya. A iniciativa coincide com a inauguração de uma biofábrica na região administrativa do Guará, a 10 quilômetros da capital federal.

A tecnologia aplicada envolve a modificação de mosquitos Aedes aegypti, inibindo a replicação de vírus que podem causar doenças, contribuindo assim para a diminuição da transmissão. O objetivo é realizar a soltura em massa desses mosquitos, conhecidos como “Wolbito”, alterando a dinâmica populacional do Aedes aegypti.

Dados de 2025 indicam uma redução de 75% nos casos de dengue e 73% nas mortes relacionadas à doença no país. O Ministério da Saúde reforça, no entanto, a importância de manter a vigilância, utilizando o período de menor transmissão para informar e conscientizar a população sobre a presença dos mosquitos e os fatores, como o aumento da temperatura média, que podem influenciar a proliferação das doenças.

A nova biofábrica atenderá dez regiões do Distrito Federal e as duas cidades goianas, impactando mais de 750 mil habitantes. Com capacidade de produção semanal de 6 milhões de mosquitos adultos, a operação distribui os mosquitos em 20 mil potes, acompanhada por um controle rigoroso de logística com 26 veículos e 52 funcionários diariamente.

Atualmente, a técnica já foi implementada em 16 cidades brasileiras. Em julho, Curitiba inaugurou a maior biofábrica de Wolbachia do mundo, e em Niterói, no Rio de Janeiro, a adoção da técnica resultou em uma diminuição de 88% nos casos de dengue. Até o final do ano, o método será introduzido também em Natal (RN), Uberlândia (MG) e Presidente Prudente (SP).

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