Após 24 horas da captura realizada por Israel, membros da Global Sumud Flotilha permanecem sem comunicação e sem assistência diplomática. Diplomatas brasileiros tentaram, sem sucesso, acessar os 12 integrantes da delegação do Brasil detidos no porto de Ashdod.
Mesmo diante da informação do Corpo Diplomático sobre a realização de interrogatórios, o acesso aos ativistas foi negado. Ao menos duas tentativas de contato foram feitas pelo Itamaraty, que não obteve autorização para encontrar os brasileiros.
A coordenadora da delegação, Lara Souza, esposa do ativista Thiago Ávila, afirmou que não foi permitido nenhum contato com a embaixada, nem para ele nem para os outros membros brasileiros.
Cerca de 500 pessoas que faziam parte da flotilha foram detidas pelas forças israelenses em águas internacionais. A advogada designada para acompanhar o caso não recebeu autorização inicial para entrar, embora, posteriormente, tenha conseguido acesso, mas ainda não retornou informações.
Israel justificou a proibição de acesso ao alegar que o feriado de Yom Kippur impede a realização dos procedimentos normais. A embaixada brasileira em Israel anunciou que o contato com os detidos deverá ser viabilizado a partir desta sexta-feira, 3 de outubro.
Além dos 12 brasileiros confirmados como detidos, outros dois integrantes da flotilha, João Aguiar e Miguel de Castro, permanecem sem comunicação e sem confirmação oficial de sua detenção. Aguiar estava no barco Mikeno, enquanto Castro estava a bordo do Catalina.



