segunda-feira, março 30, 2026
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Brasil registra 37 casos de sarampo, mas continua livre da doença

Os casos de sarampo no Brasil em 2023 já somam 37, com a confirmação recente de três novos casos em Primavera do Leste, no Mato Grosso. Apesar do aumento no número de infecções, o país continua com o certificado de livre do sarampo, uma vez que a maioria dos casos relatados se origina no exterior e não há transmissão interna do vírus de maneira endêmica.

Os casos foram registrados em sete estados, incluindo um no Distrito Federal, dois no Rio de Janeiro, um em São Paulo, um no Rio Grande do Sul, 25 no Tocantins, um no Maranhão e seis em Mato Grosso. Os principais focos da doença, nos municípios de Campos Lindos (TO) e Primavera do Leste (MT), estão relacionados à entrada de viajantes que foram infectados na Bolívia, onde surtos de sarampo estão em curso.

O Ministério da Saúde, em colaboração com as secretarias municipais e estaduais, está monitorando os pacientes e seus contatos, além de realizar campanhas de vacinação para prevenir a propagação do vírus. A vacinação é destacada como a principal medida preventiva.

A vacina contra o sarampo, disponível gratuitamente e anexa ao calendário vacinal do Sistema Único de Saúde, deve ser aplicada em duas doses: a primeira aos 12 meses de idade e a segunda aos 15 meses. O alcance da vacinação no Brasil apresentou uma cobertura de 95% na primeira dose em 2022, mas apenas 80,43% da população-alvo recebeu a segunda dose. Até o momento, a cobertura em 2023 é de 91,51% para a primeira dose e 75,53% para a segunda.

Recentemente, a situação epidemiológica do Brasil foi apresentada à Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), que reconheceu os esforços do país para manter o certificado de eliminação da doença. No entanto, a Opas retirou o certificado de eliminação do continente americano após a detecção de casos endêmicos no Canadá. Até o início de novembro, foram registrados 12.596 casos no continente, com 95% concentrados no Canadá, México e Estados Unidos.

A Opas recomenda que os países da região continuem fortalecendo suas estratégias de resposta aos casos suspeitos e intensifiquem a vacinação, especialmente nas áreas fronteiriças. Para isso, o Brasil tem intensificado sua campanha de vacinação, principalmente nas regiões próximas à Bolívia, com a aplicação de quase 126 mil doses entre julho e outubro em estados como Acre e Rondônia. Além disso, foram enviadas 640 mil doses da vacina para o país vizinho. No Pará, que recebe um grande número de visitantes devido à COP 30, as ações de vacinação foram intensificadas, com aproximadamente 351 mil doses aplicadas desde o início do ano.

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