Um estudo recente divulgado pelo MapBiomas destaca a importância do solo na questão das emissões de carbono. Segundo a pesquisa, o Brasil abriga aproximadamente 37,5 bilhões de toneladas de carbono orgânico, originadas da decomposição de plantas e animais. Destes, mais da metade está concentrada na Amazônia.
Para ilustrar a magnitude desse dado, é importante lembrar que uma caixa d’água de mil litros, quando cheia, pesa cerca de uma tonelada.
Esse volume de carbono é significativo quando considerado no contexto das mudanças climáticas. Em 2022, as emissões totais do país ultrapassaram 2 bilhões de toneladas.
A proteção dos ambientes naturais se torna, portanto, essencial. Em situações que exigem mudanças no uso do solo, é recomendado aplicar técnicas que previnam a liberação de carbono como gás na atmosfera. Especialistas ressaltam que, ao introduzir cultivos agrícolas em áreas de vegetação nativa, é fundamental adotar princípios da agricultura conservacionista, com foco em baixo carbono, para preservar o estoque de carbono no solo.
Em relação à quantidade de carbono por hectare, a Mata Atlântica se destaca entre os biomas, especialmente nas regiões mais frias, como os campos de altitude e florestas de araucária. Ambientes úmidos, como restingas e mangues, também contribuem para o armazenamento de carbono. Na sequência, estão a Amazônia e o Pampa, enquanto a Caatinga e o Pantanal apresentam os menores níveis de carbono no solo.



