quarta-feira, março 25, 2026
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Brasil aguarda ação conjunta dos Brics para alcançar metas ambiciosas na COP30

A cúpula do Brics, programada para ocorrer no Rio de Janeiro nesta semana, está prevista para ser um espaço de diálogo sobre questões globais, preparando o terreno para debates relevantes que acontecerão em Belém durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), em novembro.

O Brasil almeja que o Brics, que conta com a participação de 11 países, incluindo Brasil, China, Rússia, Índia e África do Sul, se una em busca de metas ambiciosas para a COP30, enquanto mantém o compromisso com a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. A expectativa é que o país defenda uma nova liderança climática, fundamentada na solidariedade internacional, promovendo soluções eficazes e justas perante as mudanças climáticas.

Recentemente, delegados dos países membros do Brics aprovaram um documento que será discutido na cúpula, abordando recomendações para o financiamento climático. Este documento trata de reformas em bancos multilaterais e do aumento de financiamentos concessionais, bem como da mobilização de capital privado.

A discussão deve incluir a importância do financiamento para a transição energética verde e fortalecer os arranjos multilaterais. Problemas como o combate à desertificação e a poluição plástica já foram indicados como prioridades crescentes na pauta do encontro.

A reunião do Brics ocorre em um momento delicado para o Acordo de Paris, que está completando dez anos e enfrentando desafios significativos, principalmente após a retirada dos Estados Unidos. As conversas durante uma recente reunião em Bonn, na Alemanha, focaram na mobilização de 1,3 trilhão de dólares em financiamento climático, com países em desenvolvimento, liderados pela China, pressionando por mais investimentos das nações ricas.

Até agora, apenas 28 dos cerca de 200 países signatários do Acordo de Paris revisaram suas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), que estabelecem metas para a redução das emissões de gases do efeito estufa. Entre os países do Brics, o Brasil e os Emirados Árabes Unidos foram os únicos a protocolar estas contribuições.

Adicionalmente, a cúpula se dedicará a discutir transições energéticas justas, mesmo que alguns países do Brics dependa significativamente da produção de combustíveis fósseis. A ideia é utilizar os recursos dessas indústrias para expandir a capacidade de geração de energia verde, embora a velocidade dessa transição possa ser afetada pela resistência a diminuir subsídios para o setor.

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