segunda-feira, março 30, 2026
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Biometano: A chave para descarbonizar o transporte pesado e tornar o MS um Estado Carbono Neutro

**Biometano: Solução para a Descarbonização do Transporte em Mato Grosso do Sul**

O biometano se destaca como uma alternativa crucial para a descarbonização do setor de transporte, emitindo até oito vezes menos dióxido de carbono em comparação ao diesel. Sua utilização, especialmente a partir da biomassa da cana-de-açúcar, promete não apenas uma opção limpa, mas também competitiva para a frota de veículos pesados, consolidando Mato Grosso do Sul como um Estado carbono neutro.

Essas informações foram levantadas durante um encontro realizado na Biosul, em Campo Grande, que contou com a presença de representantes do governo estadual, do setor sucroenergético e de instituições educativas.

O biometano, produzido principalmente na região, representa uma solução sustentável que, além de reduzir emissões de gases de efeito estufa, amplia as oportunidades de negócios e a competitividade da indústria. No Brasil, 50% da energia gerada é renovável, com o setor sucroenergético contribuindo com mais de 16% dessa matriz, superando até as hidrelétricas, que ficam com 12%.

Em Mato Grosso do Sul, o setor sucroenergético, que conta com 22 usinas, é um dos principais produtores de biometano. Um exemplo é a usina localizada em Ivinhema, que atualmente produz 6 mil metros cúbicos diários de biometano e planeja aumentar essa capacidade para 35 mil m³ até 2027, com um investimento de R$ 225 milhões. O projeto visa transformar a vinhaça da produção de etanol em biometano, utilizando 25% do potencial da vinhaça.

Outro importante projeto no Estado é o da Atvos, que investirá R$ 360 milhões na construção de uma planta de biometano em Nova Alvorada do Sul.

O evento serviu para discutir como o biometano pode ser um pilar da matriz energética de Mato Grosso do Sul. Com o aumento dos investimentos, a intenção é fortalecer a transição energética como uma prioridade do governo.

Além da produção, as universidades e empresas do setor energético estão colaborando para desenvolver a política de biometano, com foco na substituição do diesel em veículos e descarbonização da frota. O agronegócio, especialmente na produção de proteína animal, também é visto como um potencial fornecedor dessa nova fonte de energia.

A reunião abordou, ainda, os desafios em infraestrutura, tecnologia e pesquisa, ressaltando a importância da participação acadêmica nesse processo. Entre os assuntos discutidos, estavam as metas nacionais de redução das emissões de metano e projetos em andamento para o tratamento de resíduos sólidos.

O governo estadual reafirmou seu compromisso em apoiar a produção de biometano, com incentivos e financiamentos para atrair novos investimentos ao setor.

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