O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, afirmou nesta segunda-feira (8) que os julgamentos na Corte dependem de provas, não de disputas políticas ou ideológicas. Suas declarações ocorreram um dia após manifestações de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, que criticaram os magistrados, acusando-os de instaurar uma “ditadura de toga”.
Barroso indicou que aguardará o desfecho do julgamento antes de comentar em nome do STF sobre o caso de Bolsonaro, reafirmando que o trabalho da Corte não se enreda em questões políticas.
O julgamento, que envolve Bolsonaro e mais sete acusados, começou na semana passada com as defesas dos réus e uma manifestação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que se manifestou a favor da condenação. A votação terá início nesta terça-feira (9) e pode resultar em penas superiores a 30 anos de prisão para os réus.
Os réus fazem parte do contexto de uma investigação relacionada a eventos significativos na política brasileira e incluem:
– Jair Bolsonaro, ex-presidente da República;
– Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);
– Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
– Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal;
– Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);
– Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa;
– Walter Braga Netto, ex-ministro e candidato a vice na chapa de 2022;
– Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.
A Corte continua a sua análise das evidências apresentadas para determinar as responsabilidades dos acusados e o andamento dos processos legais instaurados.



