segunda-feira, março 30, 2026
InícioSaúdeAumento de internações por Influenza A e Covid-19 no Distrito Federal e...

Aumento de internações por Influenza A e Covid-19 no Distrito Federal e Goiás

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou, nesta quinta-feira (25), o mais recente boletim InfoGripe, que revela um aumento nas hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em decorrência da influenza A e da Covid-19, especialmente nas regiões do Distrito Federal e Goiás.

O documento aponta que oito estados apresentaram crescimento nos casos de SRAG: Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Pará e Piauí. A presença de uma segunda onda de influenza A nessas localidades é considerada atípica pelos pesquisadores.

Os dados indicam que, no Amazonas, Pará, Maranhão, Piauí e Espírito Santo, o rinovírus tem sido um dos principais responsáveis pelo aumento dos casos de SRAG, afetando especialmente crianças e adolescentes.

No Amazonas, o aumento nas hospitalizações em crianças de até dois anos está relacionado ao vírus sincicial respiratório (VSR), que, apesar de estar desacelerando em sua propagação, ainda impacta significativamente essa faixa etária. No Espírito Santo, o pneumovírus também está contribuindo para o aumento de casos entre crianças.

Os números da Covid-19 têm mostrado um crescimento nos casos de SRAG no Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais e Espírito Santo. Os dados revelam que a influenza A tem contribuído consideravelmente para o aumento das internações nas diversas faixas etárias a partir dos dois anos, além de um leve aumento nas notificações por Covid-19 nas regiões Sul, Mato Grosso do Sul e Bahia, embora sem impacto significativo nas hospitalizações.

No ano epidemiológico de 2025, foram registrados 180.830 casos de SRAG, dos quais 95.919 (53%) apresentaram resultado positivo para algum vírus respiratório, 64.182 (35,5%) foram negativos e cerca de 8.965 (5%) ainda aguardam resultados. Dentre os casos positivos, 23,6% foram identificados como influenza A, 1,1% como influenza B, 43,1% como VSR, 26,9% como rinovírus e 7,6% como Sars-CoV-2 (Covid-19).

Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a prevalência dos casos positivos mostrou 13,6% de influenza A, 1,8% de influenza B, 15,1% de VSR, 44,5% de rinovírus e 17,7% de Sars-CoV-2.

LEIA TAMBÉM

MAIS POPULARES