sexta-feira, março 27, 2026
InícioEconomiaAumento de 5,5% no Rendimento dos Trabalhadores Rurais no Primeiro Trimestre

Aumento de 5,5% no Rendimento dos Trabalhadores Rurais no Primeiro Trimestre

**Rendimento dos Trabalhadores da Agropecuária Cresce 5,5% no Primeiro Trimestre**

O Anuário Estatístico da Agricultura Familiar revela um aumento de 5,5% no rendimento médio mensal dos trabalhadores do setor agropecuário no primeiro trimestre em comparação com o mesmo período do ano anterior. O salário médio, que era de R$ 2.022, subiu para R$ 2.133.

A pesquisa, realizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), abrange diversas atividades, incluindo agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura.

Os dados mostram uma grande variação de salários entre as cinco regiões do Brasil. O Norte apresentou um crescimento de 21%, seguido pelo Nordeste com 7,5%, pelo Sul com 9,7%, e pelo Sudeste, que teve um aumento de 1,7%. Em contrapartida, a região Centro-Oeste teve uma redução de 7,9% na renda, embora continue a ter o maior salário médio, que atualmente é de R$ 3.492. Esta cifra é significativamente superior aos rendimentos do Nordeste (R$ 1.081) e do Norte (R$ 1.997), e também maior do que os do Sudeste e do Sul, ambos em R$ 3.147.

O anuário também aponta uma diminuição no desemprego feminino no campo, que atingiu 7,6% em 2024, a menor taxa desde 2015. Esse cenário é atribuído à recuperação econômica, que gera novas oportunidades de emprego, e à qualificação da força de trabalho feminina.

Os dados indicam que o nível de escolaridade entre mulheres rurais acima de 15 anos teve um avanço significativo entre 2012 e 2024. O percentual de mulheres com Ensino Superior cresceu de 2% para 6%, enquanto aquelas que concluíram o Ensino Médio aumentaram de 14% para 25%. Ao mesmo tempo, a proporção de mulheres sem instrução e com menos de um ano de estudo caiu de 14% para 10%, e a parcela com Ensino Fundamental incompleto diminuiu de 50% para 38%.

LEIA TAMBÉM

MAIS POPULARES