Mulheres atuam em todas as etapas da perícia na Polícia Científica de Mato Grosso do Sul, desde o atendimento em cenas de crime até análises laboratoriais, exames médico-legais e papiloscopia. Atualmente, representam cerca de 40% do efetivo da instituição.
O trabalho técnico começa no local do fato. Equipes identificam, registram e preservam vestígios que vão subsidiar as investigações e orientar os exames posteriores. Parte do material coletado é encaminhada a laboratórios especializados, onde são realizadas análises de DNA, documentoscopia, balística e outras disciplinas periciais.
Na Capital, o Núcleo de Perícias Externas do setor de Crimes Contra a Vida conta entre seus quadros com a perita criminal Karla Gonçalves da Cruz, que ingressou na Polícia Científica em 2014 e acumula experiência em Corumbá e no Departamento de Apoio às Unidades Regionais. O trabalho de campo exige levantamento detalhado de elementos encontrados na cena, muitos dos quais só terão relevância após análise técnica.
Os exames médico-legais são realizados no Instituto de Medicina e Odontologia Legal e em outras unidades, como a Casa da Mulher Brasileira. Esses procedimentos documentam lesões, esclarecem circunstâncias de violência e investigam causas de óbitos violentos, com conclusões registradas em laudos técnicos baseados em evidências científicas.
A papiloscopia integra a cadeia de produção da prova pericial. Além da emissão de documentos de identidade, a área realiza o levantamento de impressões digitais em locais de crime, contribuindo para a identificação de envolvidos. O trabalho exige comparação precisa de fragmentos e análise minuciosa de padrões que são únicos a cada pessoa.
Nos bastidores dos exames necroscópicos, equipes de recepção cuidam da conferência de requisições, da cadeia de custódia e da verificação de atendimentos anteriores por unidades de saúde ou pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Agentes da Polícia Científica assistem o médico-legista durante os procedimentos e organizam a liberação do corpo para as funerárias com autorização familiar. O atendimento a parentes em situação delicada também faz parte da rotina.
Desde a cena do crime até os laudos finais, as diferentes funções exercidas por essas profissionais compõem um fluxo técnico que contribui para o esclarecimento de fatos e para a produção de provas utilizadas pelo sistema de Justiça.



