No Dia de Conscientização e Combate ao Sedentarismo (10), especialistas chamam atenção para o papel da atividade física na promoção de um envelhecimento mais saudável. A prática regular ajuda a prevenir doenças e a manter mobilidade e autonomia ao longo da vida.
O sedentarismo está associado ao aumento de doenças crônicas, como hipertensão, diabetes tipo 2 e colesterol elevado. Também favorece a sarcopenia, condição caracterizada pela perda progressiva de massa e força muscular, que compromete equilíbrio, marcha e capacidade de reação, elevando o risco de quedas, fraturas e internações.
Em poucas semanas de inatividade é possível observar redução da massa muscular, piora do equilíbrio e queda da capacidade cardiorrespiratória. Atividades simples do cotidiano — como caminhar, levantar e sentar, subir degraus, alongar-se ou executar tarefas domésticas — contribuem para preservar força, mobilidade articular, equilíbrio e coordenação. Esses fatores são fundamentais para a independência em tarefas diárias, como higiene pessoal, vestir-se e deslocamento.
A prática regular de exercícios também tem papel importante na manutenção das funções cognitivas e na preservação da memória ao longo do tempo.
Consequências do sedentarismo, especialmente em pessoas idosas:
– Perda de massa muscular: reduz autonomia para atividades básicas, como subir escadas ou levantar de uma cadeira.
– Aumento do risco de quedas: fraqueza e piora do equilíbrio elevam a probabilidade de acidentes e fraturas.
– Rigidez articular e dor crônica: articulações pouco utilizadas perdem mobilidade, favorecendo quadros dolorosos e agravamento de artrose.
– Declínio cognitivo: menor estímulo cerebral e circulação reduzida podem comprometer memória e raciocínio.
– Osteoporose e fraturas: falta de movimento diminui a densidade óssea, tornando ossos mais frágeis.
– Agravamento de doenças crônicas: sedentarismo dificulta o controle da glicemia, da pressão arterial e dos lipídeos sanguíneos.
– Piora do sono: inatividade prejudica o ciclo sono–vigília, aumentando insônia e sono fragmentado.
– Maior risco de ansiedade e depressão: ausência de estímulos físicos reduz a liberação de substâncias ligadas ao bem-estar.
– Comprometimento da imunidade: inatividade está associada a resposta imune menos eficiente e maior suscetibilidade a infecções.
– Problemas gastrointestinais: redução do movimento corporal pode retardar o trânsito intestinal e favorecer constipação.
A recomendação é incorporar movimento à rotina diária, com atividades compatíveis às condições individuais e orientadas por profissionais de saúde, para reduzir riscos e preservar qualidade de vida na terceira idade.



