A atividade econômica do Brasil apresentou um crescimento em agosto de 2023, conforme informações publicadas pelo Banco Central (BC) nesta quinta-feira, 16. O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) registrou uma alta de 0,4% em relação a julho, considerando os dados ajustados para o período.
Comparando agosto de 2023 com o mesmo mês do ano anterior, a variação foi positiva em 0,1%, sem ajustes sazonais. No acumulado do ano, o IBC-Br mostrou um crescimento de 2,6%, enquanto que, em 12 meses, a alta foi de 3,2%.
Este índice é utilizado para monitorar a evolução da economia brasileira e também auxilia o Comitê de Política Monetária (Copom) nas decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic, atualmente fixada em 15% ao ano. O IBC-Br inclui dados sobre diversos setores econômicos, incluindo indústria, comércio, serviços e agropecuária, além do volume de impostos.
A Selic é o principal instrumento do Banco Central para controlar a inflação. Aumento da taxa visa conter a demanda aquecida, refletindo em preços, pois juros mais altos encarecem o crédito e incentivam a poupança. Por outro lado, uma redução na Selic geralmente torna o crédito mais acessível, estimulando a produção e o consumo.
No que diz respeito à inflação, após uma queda em agosto, em setembro o índice oficial registrou um aumento de 0,48%, em grande parte influenciado pela elevação nas tarifas de energia elétrica. Em 12 meses, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulou 5,17%, ultrapassando o teto da meta, que é de 4,5%.
As incertezas em relação ao cenário econômico global, juntamente com os dados do IBC-Br que sinalizam um crescimento moderado, foram fatores determinantes para que o Copom mantivesse a taxa de juros em 15% ao ano na última reunião de setembro. O objetivo do comitê é manter a Selic nesse nível “por um período considerável” para assegurar o cumprimento das metas de inflação.
Vale ressaltar que, embora o IBC-Br seja divulgado mensalmente, sua metodologia difere daquela utilizada para calcular o Produto Interno Bruto (PIB), oficialmente mensurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O PIB representa a soma de todos os bens e serviços finais produzidos no país. No segundo trimestre de 2023, a economia brasileira cresceu 0,4%, impulsionada pela expansão dos serviços e da indústria. Em 2024, o PIB deverá fechar com um crescimento de 3,4%, sendo o quarto ano consecutivo de alta e a maior expansão desde 2021, quando o PIB alcançou 4,8%.



