sábado, março 28, 2026
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Associação denuncia genocídio em Gaza por parte de Israel

A Associação Internacional de Estudiosos do Genocídio (IAGS) declarou que Israel comete atos de genocídio na Faixa de Gaza. A decisão foi aprovada por mais de dois terços dos cerca de 500 membros da organização, que se dedica ao estudo do genocídio. Em um documento de três páginas, a IAGS aponta que o governo israelense tem realizado uma série de crimes contra a humanidade, incluindo ataques indiscriminados a civis e à infraestrutura essencial, como hospitais e residências.

Israel refutou a declaração e a classificou como parte de uma “campanha de mentiras” promovida pelo Hamas. A IAGS, criada em 1994, após o genocídio em Ruanda, é conhecida por organizar conferências e divulgar pesquisas na área.

Os pesquisadores citam a morte de crianças e a destruição de locais de produção de alimentos como evidências que sustentam essa classificação de genocídio, conforme definido na Declaração para Prevenção do Genocídio de 1948. Além disso, a associação menciona práticas como tortura, detenções arbitrárias e ataques a trabalhadores humanitários, que afetam a população civil.

A IAGS também destaca que Israel já deslocou a maioria dos 2,3 milhões de palestinos que vivem na Gaza e demoliu uma parte significativa da infraestrutura habitacional. O impacto dessas ações é descrito como devastador para famílias e para a identidade coletiva palestina, com consequências para instituições culturais e educacionais.

Atualmente, Israel enfrenta acusações de genocídio na Corte Internacional de Justiça, movidas pela África do Sul e apoiadas por outras nações, incluindo o Brasil. Organizações internacionais de direitos humanos também denunciam as ações em Gaza como genocídio, o que é negado pelo governo israelense.

Os dados da associação indicam que mais de 50 mil crianças foram mortas ou feridas, e a destruição deste grupo é analisada sob a ótica da sobrevivência da população. Além disso, declarações de autoridades israelenses referindo-se aos palestinos de maneira desumanizadora foram mencionadas.

Em relação à situação humanitária, a IAGS apontou que a degradação de campos agrícolas e a restrição de ajuda humanitária estão levando a uma crise de fome extrema em Gaza, classificada como nível 5, segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

O governo israelense, em nota, reiterou que não comete genocídio e criticou a IAGS, afirmando que a organização não conduziu a pesquisa devida e distorce informações. Também afirmaram que a acusação é uma inversão, sugerindo que se está apontando como genocídio ações de defesa contra o Hamas.

O conceito de genocídio está definido pela Convenção para a Prevenção e Repressão do Crime de Genocídio, da ONU, que descreve tais atos como tentativas de destruir, total ou parcialmente, grupos nacionais, étnicos, raciais ou religiosos.

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