segunda-feira, março 30, 2026
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Associação altera métodos de desengasgo para bebês, crianças e adultos

A American Heart Association (AHA), entidade responsável por estabelecer protocolos de primeiros socorros em todo o mundo, atualizou suas diretrizes em outubro, focando em reanimação cardiopulmonar (RCP) e emergências cardiovasculares. Uma das principais mudanças envolve a abordagem para casos de engasgo com obstrução das vias aéreas, tanto em bebês e crianças quanto em adultos conscientes.

Anteriormente, o protocolo recomendava iniciar diretamente com as compressões abdominais, a conhecida manobra de Heimlich. Agora, recomenda-se que tanto para bebês quanto para adultos e crianças, as pancadas nas costas sejam realizadas antes de qualquer outra manobra.

Nos casos de bebês com menos de um ano, as novas orientações determinam a alternância entre cinco pancadas nas costas e cinco compressões torácicas com a base da palma da mão. Essas ações devem ser repetidas até que o objeto seja expelido ou até que o bebê perca a consciência. É essencial verificar se o bebê realmente está engasgado: ele não deve ser capaz de tossir, chorar ou respirar, além de apresentar mudanças na coloração ou fraqueza.

Quando a obstrução é confirmada, o bebê deve ser posicionado de bruços sobre o antebraço, com a cabeça mais baixa que o corpo. Após as pancadas nas costas, o bebê deve ser virado de barriga para cima para as compressões.

Para crianças maiores de um ano e adultos, o protocolo também se inicia com a verificação da obstrução total, observando a ausência de tosse ou respiração antes de proceder. A pessoa deve se posicionar atrás da vítima e administrar cinco pancadas nas costas com o calcanhar da mão. Se o objeto não for expelido, devem ser feitas cinco compressões abdominais, com a manobra de Heimlich, utilizando um punho posicionado acima do umbigo.

Caso a vítima desmaie, a compressão torácica deve ser iniciada, seguindo o ritmo usual de RCP, entre 100 e 120 compressões por minuto.

A AHA enfatiza a importância de que todos realizem um curso de RCP, capacitando-se para agir em situações de emergência. A associação ressalta que a RCP de qualidade é vital para salvar vidas e que todos têm um papel importante na cadeia de sobrevivência. As novas diretrizes serão divulgadas nas publicações “Circulation”, da AHA, e “Pediatrics”, da American Academy of Pediatrics.

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