O Parque Distrital da Serrinha anunciado pelo governo do Distrito Federal não abrange a área incluída no projeto para compensar o rombo bilionário causado por fraudes do banco Master no BRB, segundo análise de moradores.
Um mapa divulgado pelo governo mostra que a nova unidade tem 66 hectares, muito menor que os 716 hectares da área original ligada à proposta. Além disso, a poligonal do parque não chega a tocar a parcela colocada à venda, identificada como Gleba A da Serrinha do Paranoá.
A Associação Preserva Serrinha informou que a criação do novo parque já vinha sendo discutida há cerca de quatro anos. A entidade também apontou que a poligonal do decreto coincide com a proposta do Parque Pedra dos Amigos, em debate desde 2022, e observou que a referência à Cachoeira do Urubu feita pela governadora no anúncio fica distante da Gleba A.
A região da Serrinha abriga córregos e nascentes que abastecem o Lago Paranoá e conserva remanescentes de cerrado nativo, segundo relatos de moradores e grupos ambientais.
A governadora Celina Leão anunciou anteriormente a retirada da Serrinha da lista de áreas a ser vendidas para cobrir perdas do BRB. Diante do novo decreto, a associação afirma não ter clareza sobre a intenção do governo: avaliar se houve mudança de posição ou se o governo optou por rebatizar e iniciar a proteção pela área já debatida, mantendo a possibilidade de exclusão da Gleba A do projeto de venda.
O governo do Distrito Federal ainda não confirmou oficialmente se a Gleba A será retirada do pacote ligado ao BRB. O Instituto Brasília Ambiental (Ibram) declarou apenas que tanto a Gleba A quanto o novo parque fazem parte da área denominada Serrinha do Paranoá.



