O Parque Nacional da Tijuca deu início à reintrodução das araras-canindés, com a chegada de quatro exemplares, marcando um marco significativo para a fauna do Rio de Janeiro, onde essa espécie não era vista há mais de 200 anos.
Originárias da América do Sul, as araras-canindés são um ícone do Brasil, com o último avistamento documentado na região em 1818. Os animais, que estavam em um centro de conservação em Aparecida, São Paulo, percorreram 280 quilômetros até o parque carioca, onde passarão por um processo de aclimatação em um viveiro específico.
A iniciativa de reintroduzir essas aves na cidade é coordenada pelo projeto Refauna, que atua em restauração ecológica, e conta com a colaboração do ICMBio, órgão responsável pela gestão do Parque Nacional da Tijuca.
Além de contribuir para a biodiversidade, as araras-canindés desempenham um papel crucial na dispersão de sementes de espécies nativas da Mata Atlântica, uma vez que podem voar grandes distâncias, ajudando a propagar diversas plantas na região.



