A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou à Petrobras, nesta quarta-feira (4), que a companhia só poderá retomar a perfuração do poço exploratório na Bacia da Foz do Amazonas após o cumprimento de novas exigências administrativas.
A retomada das atividades depende, entre outras medidas, da substituição de todos os selos das juntas do riser de perfuração. O riser é o tubo que liga o poço no fundo do mar à unidade de perfuração flutuante na superfície.
A perfuração está suspensa há 30 dias, em razão de um vazamento de fluido ocorrido em um bloco em águas profundas do Amapá, a cerca de 500 km da foz do rio Amazonas e 175 km da costa brasileira.
A Petrobras informou que o material vazado não era petróleo nem gás, mas um composto usado para lubrificar a broca. A estatal afirmou também que o vazamento estava dentro dos limites legais de toxicidade, que o fluido é biodegradável e que não houve danos ao meio ambiente.
Além da substituição dos selos, a ANP determinou outras exigências de segurança, incluindo a revisão do Plano de Manutenção Preventiva e a redução do intervalo entre as coletas de dados de vibração submarina.
Ao comunicar o incidente no dia 6 de janeiro, a Petrobras registrou que não havia problemas na sonda ou no poço e que o vazamento não comprometeria a operação.
A reportagem ainda não obteve posicionamento da Petrobras sobre a decisão da ANP.



