segunda-feira, março 30, 2026
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Ana Maria Gonçalves se torna a primeira imortal negra da ABL

Na sexta-feira (7), a escritora Ana Maria Gonçalves tomou posse na Academia Brasileira de Letras (ABL), fazendo história ao se tornar a primeira autora negra eleita como imortal da instituição. Ela ocupará a cadeira de número 33, anteriormente ocupada pelo gramático Evanildo Bechara.

Ana Maria é amplamente conhecida por sua obra “Um Defeito de Cor”, que explora a trajetória de Kehinde, uma mulher africana no século 19 em busca de seu filho. Além de escritora, ela atua como roteirista, dramaturga e professora, e sua eleição é vista como um passo importante para a renovação da ABL.

Durante a cerimônia, a imortal Lilia Schwarcz fez o discurso de abertura, ressaltando a importância atual da obra de Ana Maria no contexto da violência enfrentada por pessoas negras no Brasil. Outra escritora, Conceição Evaristo, também destacou a relação entre a literatura e a luta racial, mencionando como a narrativa pode ser um espaço para imaginar uma nova realidade.

Eliana Alves Cruz, também escritora, abordou o simbolismo do momento, enfatizando a expectativa de um futuro mais próximo entre a academia e a população. O evento contou com a presença de diversos escritores, artistas e representantes da cultura negra brasileira, marcando uma nova etapa para a ABL diante de questões sociais contemporâneas.

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