quarta-feira, março 25, 2026
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Alckmin afirma que governo buscará acordo antes do aumento nas tarifas

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), Geraldo Alckmin, conduziu, nesta terça-feira (15), duas reuniões com representantes dos setores industrial e agropecuário. O encontro, que contou com a presença de outros ministros, teve como foco o impacto do recente aumento de 50% nas tarifas de importação de produtos brasileiros, anunciado pelos Estados Unidos.

Os empresários demonstraram otimismo em relação às negociações do governo federal e enfatizaram a importância de evitar qualquer tipo de retaliação. Ambos os setores já estão enfrentando prejuízos significativos em decorrência da situação.

Algumas associações propuseram que o Brasil busque um adiamento na aplicação das novas tarifas, cuja implementação está prevista para o dia 1º de agosto.

Alckmin afirmou que o governo está empenhado em avançar nas negociações antes que as tarifas entram em vigor. Durante os encontros, foram discutidos setores com maior volume de comércio com os EUA, incluindo aviação, aço, alumínio, máquinas, têxteis, calçados e papel.

Os dados recentes mostram que, entre janeiro e junho deste ano, as exportações brasileiras para os EUA aumentaram em 4,37%, enquanto as importações americanas do Brasil cresceram 11,48%. Esta relação de comércio é historicamente favorável aos EUA, o que gera uma preocupação sobre os efeitos do aumento de tarifas.

O vice-presidente destacou a necessidade de os setores dialogarem com seus contatos nos Estados Unidos para mitigar os impactos bilaterais das novas tarifas. Ele também ressaltou que isso poderá levar a novas oportunidades para acordos comerciais.

Na mesma reunião, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, abordou a meta do governo de ampliar os mercados para a agropecuária nacional. Desde o início da gestão de Lula, 393 novos mercados foram abertos. Fávaro ressaltou que, antes do anúncio das tarifas, havia a expectativa de um aumento significativo nas exportações de carne, e reiterou a disposição do Brasil para manter um diálogo respeitoso e assertivo em relação aos seus interesses comerciais.

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