A Advocacia-Geral da União (AGU) solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a abertura de uma investigação relacionada ao suposto uso indevido de informações privilegiadas em decorrência do tarifaço anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o Brasil.
A AGU argumenta que a investigação deve apurar a possível ligação entre o tarifaço e oscilações incomuns no mercado cambial brasileiro antes e após o anúncio de Trump de uma taxação de 50% sobre as exportações brasileiras, que entrará em vigor no dia 1º de agosto.
A solicitação foi registrada no inquérito que investiga o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), relacionado à sua atuação junto ao governo dos EUA, visando promover ações de retaliação contra o Brasil e tentar estancar o avanço da ação penal sobre a tentativa de golpe de Estado.
Em março, Eduardo, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, solicitou licença de seu mandato parlamentar e se mudou para os Estados Unidos, afirmando ser alvo de perseguição política. Este período de licença termina hoje.
Recentemente, no mesmo inquérito, Eduardo Bolsonaro foi alvo de uma operação da Polícia Federal, onde foi obrigado a usar tornozeleira eletrônica e está proibido de sair de casa entre 19h e 6h. Essas medidas foram impostas por Alexandre de Moraes após a Procuradoria-Geral da República (PGR) expressar preocupação com o risco de fuga do ex-presidente, que é réu na ação penal sobre a tentativa de golpe em 2022 e deve ser julgado em setembro pelo STF.



