O Governo de Mato Grosso do Sul planeja aplicar R$ 250 milhões na infraestrutura aeroportuária até o fim de 2026. O investimento tem como objetivos qualificar aeroportos e aeródromos para receber mais turistas, atrair capitais privados e ampliar a oferta de empregos e renda no Estado.
Desde 2023, o Executivo já destinou R$ 140 milhões ao setor. Nesse período, oito aeródromos que estavam inoperantes voltaram a receber pousos e decolagens, e sete aeroportos passaram a operar em horários diurnos e noturnos.
Para 2026, a programação inclui a ampliação do Aeroporto Santa Maria, em Campo Grande, com previsão de R$ 40 milhões em obras. Está também prevista a instalação de balizamento noturno nos aeródromos de Porto Murtinho, Inocência, Paranaíba, Coxim, Naviraí, Maracaju, Nova Andradina e Jardim, com investimento estimado em R$ 24 milhões.
Na área voltada ao turismo e à prevenção de incêndios no Pantanal, o plano prevê a implantação dos aeródromos de Porto São Pedro e Nhecolândia, orçados em R$ 30 milhões. Com essas ações, o número de aeródromos com operação 24 horas deve crescer de sete para quinze.
Outros projetos em andamento contemplam a implantação de novos aeródromos em Amambai, Ribas do Rio Pardo, Aquidauana, Iguatemi e Mundo Novo.
O plano aeroviário também alterou a distribuição de infraestrutura no Estado: atualmente, o território de Mato Grosso do Sul conta com cerca de um aeródromo a cada 18 mil km², contra cerca de um aeródromo a cada 36 mil km² no estado vizinho, Mato Grosso. As autoridades estaduais apontam esses dados como reflexo das ações de requalificação em curso.
A estratégia integra um esforço de longo prazo para fortalecer a malha aeroviária, reduzir distâncias internas e melhorar a conectividade do Estado, segundo a agenda de infraestrutura do governo.



