quinta-feira, março 26, 2026
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Ação contra chikungunya nas aldeias encontra 171 focos do mosquito no primeiro dia

Equipes da Secretaria Municipal de Saúde, Secretaria Especial de Saúde Indígena, Distrito Sanitário Especial Indígena, Governo do Estado e prefeitura de Itaporã, vistoriaram 664 imóveis na Aldeia Jaguapiru e realizaram tratamento em 288 domicílios; maioria dos focos estava em caixas d’água, lixo e pneus

O mutirão de combate à epidemia de chikungunya na Reserva Indígena de Dourados identificou 171 focos do mosquito Aedes aegypti no primeiro dia de ações, segundo balanço divulgado pela prefeitura. A mobilização começou na segunda-feira (9) e envolveu equipes municipais e parceiros para eliminar criadouros do vetor.

Foram vistoriados 664 imóveis na aldeia Jaguapiru. Do total, 288 receberam tratamento específico para eliminação de larvas. Os principais locais com focos foram caixas d’água, acúmulo de lixo e pneus. Também houve borrifação com máquina costal em 13 residências para intensificar o controle.

A operação é coordenada pelas secretarias municipais de Saúde e de Serviços Urbanos de Dourados, com apoio do Governo do Estado, da Prefeitura de Itaporã, da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) e de lideranças das aldeias Jaguapiru e Bororó.

As ações prosseguiram na terça-feira (10) com o objetivo de vistoriar o maior número possível de moradias. A concentração das equipes está em Jaguapiru, onde há maior número de casos. O boletim epidemiológico mais recente aponta 99 casos confirmados de chikungunya na reserva e 183 notificações em investigação.

Apesar de a atenção primária nas aldeias ser atribuição do Governo Federal, a Prefeitura de Dourados mobilizou sua Secretaria de Saúde para apoiar as ações diante da gravidade do surto, conforme determinação do prefeito.

Nas inspeções iniciais em Jaguapiru foram encontrados muitos criadouros em caixas d’água. Moradores armazenam água da chuva por conta de abastecimento irregular. Mesmo residências com rede de água enfrentam interrupções na distribuição, o que leva ao acúmulo de recipientes com água por longos períodos, favorecendo a proliferação do mosquito.

Em locais onde a água não pode ser descartada imediatamente, as equipes aplicaram produtos biológicos, identificados como larvicidas ou bioinseticidas, para o controle das larvas.

Paralelamente às ações domiciliares, vistoriaram-se prédios públicos da reserva, incluindo escolas, unidades de saúde e centros de assistência social.

A chikungunya é transmitida pelo Aedes aegypti, o mesmo vetor da dengue e da zika. Os sintomas mais comuns incluem febre alta, dores intensas nas articulações, dores no corpo, cefaleia, náuseas, cansaço e manchas na pele. Embora a recuperação ocorra em semanas para a maioria dos pacientes, dores articulares podem se prolongar por meses ou anos, exigindo acompanhamento médico.

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