Atualmente, mais de 3,5 bilhões de pessoas, representando quase metade da população mundial, residem em regiões vulneráveis a fenômenos como secas, ondas de calor, inundações e insegurança alimentar. Essa situação tende a se agravar com o aumento das temperaturas globais.
Com o objetivo de enfrentar esses desafios, a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, conhecida como COP 30, ocorrerá em novembro no Pará. Durante o evento, será discutida a Meta Global de Adaptação às Mudanças Climáticas, um compromisso presente no Acordo de Paris que visa diminuir a vulnerabilidade das populações aos impactos climáticos.
A conferência tem como meta estabelecer diretrizes e até 100 indicadores que servirão para monitorar o progresso na implementação da meta, levando em consideração os contextos nacionais dos países signatários do Acordo de Paris.
O Brasil defende que a Meta de Adaptação priorize as necessidades e capacidades das nações mais vulneráveis, levando em conta as responsabilidades históricas e a necessidade de apoio internacional.
Um dos principais pontos de discórdia entre países desenvolvidos e em desenvolvimento é a previsão de financiamento necessário para alcançar essa meta. A relação entre os investimentos em clima e a Meta de Adaptação, também chamada de GGA, é um aspecto crucial a ser discutido.
A agenda de adaptação climática, abordada na COP 30, abrange temas como sistemas de alerta, gestão de riscos de desastres, restauração de ecossistemas, desenvolvimento urbano, saúde pública e segurança alimentar.



