**Doação de Medula Óssea: A História Inspiradora de Roseli Kohl**
Roseli Maria Cervi Kohl, aposentada e moradora de Coxim, Mato Grosso do Sul, se tornou um exemplo de solidariedade ao doar medula óssea em 2011 para um paciente nos Estados Unidos, através do Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome). Natural de Faxinal do Soturno, no Rio Grande do Sul, Roseli se inscreveu no banco de doadores em 2008, em uma campanha de conscientização, sem imaginar que um dia faria uma diferença tão grande na vida de alguém.
Após ser contatada pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca) em 2010, Roseli descobriu que era compatível com um paciente que aguardava um transplante nos EUA. O procedimento ocorreu no Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná, onde ela passou por várias consultas e exames necessários antes da doação.
A doação de medula óssea implica na coleta das células-tronco do sangue, que podem ser feitas de duas maneiras: por punção da medula ou aférese de sangue periférico. Embora os doadores possam sentir algum desconforto, a maioria retorna às suas atividades normais em poucos dias. Roseli, por sua vez, relatou ter se recuperado rapidamente e destacou o apoio incondicional da família durante todo o processo.
A doação de medula óssea e órgãos é um tema central em setembro, mês dedicado à conscientização sobre essas ações em Mato Grosso do Sul. A Assembleia Legislativa do estado reafirmou seu compromisso com a causa através da Lei 5.862/2022, que visa promover a importância da doação de órgãos e tecidos.
Desde 1993, o Parlamento Estadual tem trabalhado na conscientização da população. A legislação inclui a Semana Estadual de Doação de Órgãos e o Dia Mundial do Doador de Medula Óssea, ações que buscam estimular o diálogo e a reflexão sobre o tema em família.
A Central Estadual de Transplantes de Mato Grosso do Sul (CET-MS) é responsável por gerenciar as doações e transplantes no estado. Embora a instituição enfrente desafios logísticos, como a necessidade de transporte de órgãos e a capacitação de profissionais de saúde, ela realiza diversas iniciativas educativas para aumentar a conscientização sobre a doação de órgãos.
Até julho de 2025, a fila de espera por transplantes no estado incluía 383 pacientes aguardando córneas, 15 para fígado e 235 para rins. Os transplantes mais comuns na região são os de córnea, fígado e rim.
Em setembro, o CET-MS promove diversas ações de sensibilização, como a Caminhada Passos pela Vida, que visam mobilizar a sociedade sobre a importância da doação. Falar sobre doação se revela um gesto essencial de amor e solidariedade, capaz de salvar vidas e transformar realidades.
A doação de órgãos e tecidos no Brasil é regulamentada e só é realizada com a autorização familiar. O país é referência mundial em transplantes e possui o terceiro maior banco de doadores de medula óssea do mundo. O Redome, com mais de 5,9 milhões de brasileiros cadastrados, exemplifica a força do ato solidário e a gestão voltada à promoção de vida.



