sábado, março 28, 2026
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Aumento da Riqueza de Incêndios Florestais em Mato Grosso do Sul devido à Estiagem e Calor Intenso

### Estiagem e Temperaturas Elevadas Aumentam Risco de Incêndios Florestais em Mato Grosso do Sul

Mato Grosso do Sul está vivenciando um momento de grave criticidade climática, resultado de uma combinação de estiagem prolongada, altas temperaturas e umidade relativa do ar em níveis alarmantemente baixos. Dados do Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), vinculado à Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), confirmam que essas condições estão elevando significativamente o risco de incêndios florestais em várias partes do estado.

Recentemente, a presença de um sistema de alta pressão atmosférica tem proporcionado um clima estável, caracterizado por céu claro e escassez de chuvas. As temperaturas em diversas localidades ultrapassaram os 38°C, enquanto a umidade relativa do ar caiu para índices entre 8% e 15% em cidades como Amambai, Ponta Porã, Três Lagoas e Bataguassu. Condições com umidade abaixo de 30% são consideradas extremamente secas, aumentando a probabilidade de fogo.

A falta de precipitações significativas agrava ainda mais o cenário. Em cidades como Campo Grande, Coxim, Corumbá, Dourados, Ivinhema, Paranaíba e Três Lagoas, não houve chuvas expressivas nos últimos 37 dias. Porto Murtinho destaca-se com 94 dias sem registrar mais de 10 mm de chuva.

O monitoramento do Cemtec aponta que, em regiões como Três Lagoas, Paranaíba e Coxim, as condições críticas persistem há pelo menos 13 dias, com temperaturas superiores a 30°C e umidade abaixo de 30%. Essa combinação cria o que se denomina “triângulo do fogo”, onde calor intenso e ar seco favorecem a ignição e rápida disseminação das chamas.

Para os próximos dias, os indicadores de risco de incêndio permanecem em nível extremo, indicando uma alta probabilidade de incêndios difíceis de controlar, mesmo com o uso de recursos aéreos. As previsões sazonais ainda apontam para a manutenção dessas condições desfavoráveis. Entre outubro e dezembro de 2025, espera-se a continuidade de temperaturas acima da média e chuvas mal distribuídas, prolongando a vulnerabilidade ambiental da região.

Esse cenário crítico exige uma atenção redobrada para a implementação de medidas preventivas, estratégias de mitigação e capacitação das equipes de resposta, visando minimizar os impactos sociais, ambientais e econômicos associados aos incêndios florestais.

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