segunda-feira, março 30, 2026
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Brasil desenvolverá vacina para combater o vírus sincicial respiratório

O Ministério da Saúde anunciou, nesta quarta-feira (10), um acordo entre o Instituto Butantan e a farmacêutica Pfizer para a produção da vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR) no Brasil. Este vírus é um dos principais responsáveis por infecções respiratórias graves, especialmente em bebês, podendo levar a quadros de bronquiolite.

As primeiras 1,8 milhão de doses do imunizante devem ser entregues até o final deste ano. Em fevereiro, o ministério já havia oficializado a inclusão da vacina no Sistema Único de Saúde (SUS). Com o novo acordo, a vacinação de gestantes e bebês está prevista para ser iniciada na segunda quinzena de novembro.

A vacinação será aplicada a gestantes a partir da 28ª semana de gravidez, em dose única. O Ministério da Saúde ressalta que a vacinação materna ajuda na transferência de anticorpos para os recém-nascidos, proporcionando proteção nos primeiros meses de vida, quando eles são mais vulneráveis ao VSR.

Estudos indicam que o VSR é responsável por 80% dos casos de bronquiolite e 60% das pneumonias em crianças menores de dois anos. Em média, uma em cada cinco crianças infectadas demanda atendimento ambulatorial, e cerca de uma a cada 50 é hospitalizada no primeiro ano de vida. Anualmente, aproximadamente 20 mil bebês com menos de um ano são internados no Brasil, sendo que os prematuros têm um risco de mortalidade sete vezes maior do que o de crianças nascidas a termo.

O ministério destaca que a vacina pode prevenir até 28 mil internações por ano e beneficiará cerca de 2 milhões de bebês nascidos vivos.

Além disso, o Brasil começará a produzir o medicamento natalizumabe, utilizado no tratamento da esclerose múltipla, através de uma parceria com a farmacêutica Sandoz e o Instituto Butantan. Esta iniciativa visa aumentar a autonomia do SUS na provisão de medicamentos e garantir o acesso da população às terapias necessárias.

O natalizumabe é prescrito para pacientes que apresentam a forma remitente-recorrente de alta atividade da doença, afetando cerca de 85% dos casos. O tratamento está disponível no SUS desde 2020, mas, até o momento, há apenas um fabricante registrado no país.

A esclerose múltipla, doença autoimune que afeta o sistema nervoso central, atinge principalmente adultos jovens, na faixa etária de 18 a 55 anos, e é caracterizada pela desmielinização da bainha de mielina, essencial para a transmissão de impulsos elétricos no corpo.

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